domingo, 30 de novembro de 2008

Novo Órgão Mascioni de Santo António dos Portugueses






No próximo domingo, dia 7 de Dezembro, será inaugurado o novo e moderno Órgão da Igreja do Instituto de Santo António dos Portugueses em Roma. A construtora do mesmo é a conceituada casa Mascioni, do norte de Itália, com mais de 1100 órgãos construídos desde 1829 estando alguns dos seus exemplares nas mais prestigiadas igrejas e salas de espectáculo do mundo.

A inauguração do novo e moderno Órgão será feita pelo seu projectista e nada pouco famoso: Jean Guillou, grande organista francês, titular de Santo Eustáquio em Paris, amado por uns, contestado por outros com pouco alcance visionário, discípulo do enorme Olivier Messiaen bem como de Marcel Dupré e Maurice Duruflé. Assim sendo, por volta das 17h do próximo domingo, o Maestro Jean Guillou, fará acordar o colossal instrumento que nasceu em pleno coração de Roma na Igreja dos Portugueses.

Com certeza que nada disto aconteceria se não fosse o trabalho incansável do Reitor do importante Instituto, pólo ímpar na divulgação de Portugal em Itália, o Monsenhor Agostinho da Costa Borges.

A ligação que o Maestro Joaquim dos Santos teve e continua a ter ao Instituto de Santo António dos Portugueses justifica a publicação de qualquer mensagem sobre o mesmo.

www.ipsar.org

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dr. Joaquim Santos apresenta obras em Roma

Assim continua a publicação dos artigos da imprensa regional de Basto dedicados ao Padre e Maestro Joaquim dos Santos. Páginas singelas duma importância singular que nos ajudam a perceber o Joaquim dos Santos que se toca nos locais remotos do nosso país; páginas que nos apresentam o Joaquim dos Santos que constantemente "viajava" de terra em terra e voltava à "sua" cidade de Roma para aí também ver, ouvir e sentir a execução das suas obras, desde a mais simples e natural à mais grandiosa e complexa das suas criações.

"Três obras de autoria do Padre Joaquim Santos foram apresentadas, uma vez mais, em Roma mais precisamente na Igreja de Santo António dos Portugueses, no passado dia 23 de Fevereiro [2008].

Tratou-se da primeira audição de Servite Domino in Laetitita, com o subtítulo de Impressões Bíblicas para Piano. Segundo informação divulgada, o compositor parte de três salmos [1, 99 e 132] e elabora uma espécie de interpretação musical dos textos bíblicos. Esta obra, assinada em Fevereiro de 2007, nasceram em Vila Real, quando após terminar um concerto do seu Oratório Travessia, o amigo Giampaolo di Rosa, professor da Universidade do Porto, lhe pediu para escrever, para piano, algo de carácter religioso que gostaria de apresentar nos seus concertos. Assim, nascem estas notas musicais, simples e despretensiosas da sua leitura sobre os três Salmos agora apresentados e envoltos de uma «mensagem de amor e alegria nesta nossa peregrinação pelos Caminhos de Cristo», referiu o compositor ao Jornal Diário do Minho.
A segunda obra é Quatro Poemas Indianos para voz (canto e recitação), violino, dois clarinetes, dois saxofones e piano. Poemas estes, que parecem sublinhar todo o sentido transcendente de uma «amorosa mensagem de uma remota terra»…«não fui privado do toque do Homem Supremo – acolhi no meu coração a sua eterna mensagem, e me grata recordação me conforto pelos dons recebidos do Senhor da Vida», referiu. Os quatro poemas têm como título: O Mundo nasceu da Grande Alegria, A Luz dos dias sem número, Recebi nesta vida o dom do Belo e Diante se estende o oceano da Paz.
A terceira obra é um Capriccio para violino e piano. Os executantes são: as vozes de duas cantoras, uma argentina mas de origem síria, Nora Tabbush e a outra italiana, Llaria Patassini. O violinista é russo [Yakov Marr]. Vítor Matos (das Taipas) toca clarinete, Domingos Castro (de Braga) toca clarinete baixo, Luís Ribeiro (das Taipas) toca os saxofones. A acompanhar no piano, Ângelo Martingo, do Porto. Além desta, três obras foram também executadas, uma inédita para violino e clarinete [de Yakov Marr] e a Sonata nº1 para clarinete e piano [de Brahms].
As obras do compositor Joaquim Santos evocam outras já executadas. O diálogo inter-religioso, servido pela música, abre-se das três religiões monoteístas às religiões não reveladas como é o hinduísmo, mas que contém, como diz o Concílio, sementes do Verbo, do Lógos, o que não causa estranheza a Luís Esteves que em artigo publicado no Diário do Minho, refere a obra musical do Padre Joaquim Santos como «um verdadeiro tesouro»."

www.ecosdebasto.com/noticia.asp?idEdicao=119&id=3911&idSeccao=1115&Action=noticia

No presente blog há um artigo dedicado ao CD que foi, seguidamente, editado com este concerto. www.maestrojoaquimdossantos.blogspot.com/2008/08/musica-ispirata-e-ricercata-per-il.html
[foto de G. Luna - gentilmente cedida pelo IPSAR]

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Grupo Vocal Ançã-ble em Concerto...

O ANÇÃBLE, constituído por uma família da Ançã (de onde retira o nome pelo qual se designa num jogo de palavras que dispensa explicações), é um conjunto vocal que se tem dedicado à música sacra portuguesa, com natural incidência sobre o período áureo (séc. XVI - XVII ) - segundo uma classificação comumente aceite - da música vocal em Portugal.

No dia 7 de Dezembro (sábado) o Grupo Vocal Ançã-ble apresenta-se em concerto no Senhor da Cruz - Barcelos. Entre outras obras, serão apresentados Três Motetes para coro misto e órgão, próprios do Tempo de Advento/Natal, do Maestro Joaquim dos Santos; são eles Um dia sagrado brilhou sobre nós (Dies Sanctificatus Illuxit Nobis); Hoje sobre nos resplandece uma luz (Hodie Illuxi Nobis); Na Terra o Verbo se fez carne.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Prologus | Ana Telles | Recital de Piano

Foi ontem, em Lamego, o Recital da Pianista Ana Telles...
Bach, Liszt, Joaquim dos Santos e Messiaen – “Programa exclusivamente composto por obras de compositores cujo sentido da religiosidade foi muito pronunciado.”


O Concerto abriu com o Prelúdio Coral BWV 639, "Ich ruf' zu dir, Herr Jesu Christ", que rapidamente capturou toda a sala; se alguém tinha dúvidas que estava ali para assistir a um belo recital de piano, em três minutos apenas, pode sentir que a música de Bach chegou e prendeu os sentidos de quem ouviu a profunda e bonita interpretação de Ana Telles.

Logo de seguida invadiu-nos o virtuoso Franz Liszt… Quem esperava o virtuosismo de uma Rapsódia Húngara ou de um Estudo Transcendental, como no meu caso, enganou-se! “Predicação de São Francisco às Aves”, obra muito menos conhecida e divulgada, aliás, como grande parte da obra sacra deste compositor (se bem que não se deve confundir esta obra para piano com qualquer outra dita sacra ou litúrgica!). Ana Telles apresentou-nos uma obra que nos mostra a “faceta mística ou religiosa, católica em particular” de Franz Liszt, “faceta essa que o levou, no final da sua vida, a tomar ordens menores”. Desta obra sobressaiu o “canto” dos pássaros que constantemente “chilrearam” na parte mais aguda do piano e ouviram S. Francisco que lhes falou aquando da entrada de um tema mais forte na mão esquerda e na parte mais grave do piano!... Não sei se forço uma ligação mas, no meu entender, o facto da pianista ter um vínculo tão estreito à música do compositor que transpôs para o piano o canto das aves (Messiaen), possibilitou que, através da sua interpretação deste Liszt, tivéssemos uma percepção muito clara da obra em si, da beleza que a Religião e a Natureza dão constantemente à “inspiração” dos Compositores ao longo da História da Música.

Seguiu-se o Prologus… Obra do Maestro Joaquim dos Santos em seis pequenos andamentos “inspirada” no Evangelho de São João, com dedicatória à Pianista Ana Telles. Prólogo que incentivou a minha viagem a Lamego; queira ouvi-la e senti-la ao vivo… Falar da obra que ouvi ontem à noite significa muito mais do que aquilo que consigo colocar em palavras. Para quem o conheceu sabe que ouvir uma obra sua é sentir a alegria e energia que tinha a sua vida, é sentir a sua presença nos sons que brotam de um instrumento...ontem foi o piano, mas podia ser qualquer outro, e nesse outro ouvir-se-ia igualmente a força, vigor, devoção, sensibilidade, inteligência, majestade e mesmo o seu humor muito característico…
Fazendo jus à confiança depositada pelo Maestro, Ana Telles invadiu instantaneamente a sala com os acordes cheios de força e vigor que abrem o Prologus e prosseguiu sempre na exploração dos pormenores que apenas se encontram quando se estuda a partitura a fundo e que à primeira vista parece não figurarem na mesma… Seis andamentos, seis momentos que não consigo descrever, pois cada um evoca o Mestre e Amigo que tanto nos honrou com a sua amizade e dedicação…Joaquim dos Santos…

A terminar…a música de Messiaen! Com certeza que também conquistou quem, porventura, não conhecia a obra deste genial compositor. Sem meias medidas devo confessar que fiquei seduzido e deslumbrado com a interpretação de Ana Telles. Que clareza! Que brilho! Que majestade! “Première communion de la Virge” e “Nöel”, dois andamentos da grande obra para piano “Vingt Regards sur L’Enfant Jésus” maravilharam todos quantos estavam presentes, sem sombra de dúvida.
Assim terminou um óptimo recital na lindíssima cidade de Lamego…que bom!

Um aparte para terminar: expresso aqui a minha total admiração e louvor à programação do Teatro Ribeiro Conceição. Fiquei absolutamente fascinado com o que vi na programação do mesmo. Não é imensa, o local também não permite, mas variada e apostada em levar ao Teatro experiências peculiares. Só de pensar que vai ser apresentada, nesse teatro, uma ópera de João Arroyo que teve imenso sucesso no inicio do século XX, foi traduzida para inglês para ser apresentada, com sucesso, em Inglaterra, foi leva para a Alemanha, com igual sucesso nas récitas, e que de um momento para o outro deixa de ser tocada e fica cerca de 90 anos na gaveta até que neste Teatro da cidade de Lamego aparece na programação...a mim, sinceramente, deixa-me extremamente satisfeito...
Bem-haja.

sábado, 15 de novembro de 2008

NRMS 128 | IN MEMORIAM | Padre Joaquim Gonçalves dos Santos

No final do passado mês de Outubro saiu o número 128 da Nova Revista de Música Sacra. Número IN MEMORIAM do colaborador habitual – Padre Joaquim Gonçalves dos Santos.

Um IN MEMORIAM que não merece mais de meia página...

Meia página para quem dedicou mais de 30 anos à NRMS e à Comissão de Música Sacra de Braga.

Meia página sem o acompanhamento de uma única partitura de “J. Santos” porque “todos os cânticos que escreveu para a NRMS foram publicados.”
“todos os cânticos que escreveu para a NRMS foram publicados.”…!?
Quando regressou à Arquidiocese em 1968, o Padre Joaquim Gonçalves dos Santos, não trabalhou interinamente (provisoriamente) no Seminário e no Instituto Superior de Teologia; trabalhou até 1987…trabalhou até, por motivos pessoais, deixar de leccionar nos mesmos…

É quase impressionante ver como tratam a obra do Maestro Joaquim dos Santos…

Nuno Costa

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dr. Joaquim Santos apresenta Fantasia Conventual...

Há cerca de um ano assim aconteceu...
No dia 10 de Novembro no Mosteiro de Tibães... Uma Fantasia Conventual foi executada num Convento...

"O Cabeceirense Dr. Joaquim Santos, promoveu no dia 10 de Novembro, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães, em Braga um belo concerto intitulado Fantasia Conventual. Uma iniciativa da Junta de Freguesia que com a colaboração da Paróquia, do Museu e da Universidade do Minho, através do IEC e da Orquestra de Câmara do Minho, apresentou em estreia absoluta uma breve mas intensa obra do Dr. Joaquim Santos. Uma obra para instrumentos de sopro com dois incisos de canto gregoriano Parce Domine e Rorate coeli, interpretados pela soprano Magna Ferreira num diálogo bem conseguido com um ensemble de sopros e percussão, sob a batuta do maestro Vítor Matos. Segundo opiniões divulgadas, a linguagem da obra é ousada e imaginativa como toda a criação do Dr. Joaquim Santos. A obra é tripartida, uma introdução, um desenvolvimento como se de uma meditação monástica se tratasse e um coral instrumental onde se inserem os dois referidos incisos gregorianos. O concerto inclui ainda a serenata em Dó menor de Mozart e uma curiosa criação In Principio para sopros e soprano, em seis andamentos do jovem Luís Cardoso. A fantasia Conventual, apresentada na véspera da celebração de S. Martinho, inscreve-se num horizonte de diaconia monástica, já que partilhar a cultura, de forma generosa e gratuita, na perseverança de iniciativas que ainda não registam um grande números de pessoas, é um serviço ao homem e uma exigência de fé, tal como o demonstrou S. Martinho que agasalhou o pobre com metade da sua capa militar. Esta capacidade de usar instrumentos bélicos para um objectivo humanitário só se pode, segundo opiniões divulgadas, gerar na fantasia da caridade. Novos concertos e projectos Previstos estão já novos concertos do Dr. Joaquim Santos, cuja criatividade artística não esgota. No próximo mês, na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma, terá lugar a estreia do Concerto para violoncelo e orquestra dedicado ao italiano Simonpietro Cussino. Em Janeiro, também em Roma, serão executados quatro Poemas indianos para vários instrumentos, Servite Domino in laetitia para piano e Capriccio para violino e piano. Para a África do Sul, voou recentemente o Concerto para dois pianos e orquestra dedicados aos pianistas Miguel Magalhães e Nina Shumann, um Magnificat para solista, coro, orquestra e órgão que foi terminado em Agosto passado, além de outras obras inéditas e projectos em curso de grande fôlego que este afamado compositor Cabeceirense projecta aquém e além fronteiras."

Artigo Publicado no Ecos de Basto no dia 15 de Novembro de 2007 - Paulo de Almeida

domingo, 9 de novembro de 2008

Prologus | Ana Telles | Recital de Piano


Teatro Ribeiro Conceição - Lamego

TER. 18 Novembro, 22h00


Ana Telles, piano solo



Concerto Comentado

Programa:

J. S. Bach - F.Busoni, Dois corais-prelúdios
F. Liszt, "Predicação de S. Francisco às aves"
J. Santos, "Prologus"
O. Messiaen, "Première communion de la Vierge" e "Noël", dos "Vingt regards sur l'Enfant Jésus"

Duração aprox.: 60 minutos Preço A : 5€ a 24€ Todos os Públicos
http://www.cm-lamego.pt/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Canção Popular de Encomendação das Almas: "Pecador Adormecido"

Mês de Novembro, mês dedicado às almas...assim o pede a Igreja Católica Romana...
"O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos." (wikipédia)

Na sequência do misticismo que a morte exerce sobre nós, procuramos, ao longo de séculos, responder e perceber este tema que é tão delicado para qualquer ser humano com um mínimo de sensibilidade. Perante a perda de alguém querido somos invadidos por questões que parecem não ter qualquer resposta.

Número de publicação único neste blog, é este que acontece hoje. Para quem conhece minimamente o conteúdo do presente blog, sabe que o Maestro Joaquim dos Santos teve um enorme fascínio pela canção popular. Neste mês dedicado aos nossos mortos publica-se uma melodia popular recolhida pelo Maestro. Melodia de encomendação das almas que aplicou em algumas das suas composições para orquestra e voz. Nunca a transcreveu para coro mas deixou o trabalho harmónico realizado nestas obras orquestrais. A seu pedido, fiz uma transcrição, não tive oportunidade de lha mostrar… Dentro das minhas limitações, espero ter conseguido realizar o trabalho com rigor e correcção. Segue-se a partitura “Pecador Adormecido”, canção recolhida em Moimenta (Cabeceiras de Basto).
Até ao minuto 1.16 a orquestra toca precisamente o tema acima escrito em partitura. Melodia e harmonização. A obra em questão é o oratório Travessia, mais precisamente o último Quadro “Bênçãos”, e a gravação foi realizada pela Orchestra Sinfonica Tiberina dirigida por Massimo Scapin; Inês Villadelprat, soprano; Fernando Guimarães, tenor, Coral de Chaves.
Powered by eSnips.com