terça-feira, 30 de novembro de 2010

Desça o orvalho | Advento | NRMS 15 & CEC I

interpretação do Grupo Vocal Ançã-ble – Rio Longo, 2008

Desça o orvalho do alto do céu
e as nuvens chovam o Justo.
Abra-se a terra e germine o Salvador.

Ó sabedoria do Altíssimo
que tudo governais com firmeza e suavidade.
Vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

Ó Chefe da casa de Israel
Que no Sinai destes a Lei a Moisés.
Vinde resgatar-nos com o poder do vosso braço.

Ó rebento da raiz de Jessé,
Sinal erguido diante dos povos
Vinde libertar-nos, não tardeis mais.

Ó chave da casa de David, que abris e ninguém pode fechar,
fechais e ninguém pode abrir,
Vinde libertar os que vivem nas trevas e nas sombras da morte.

Ó sol nascente, esplendor da luz eterna
e sol da justiça
Vinde iluminar os que vivem nas trevas e nas sombras da noite

Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja
Vinde salvar o homem que formaste no pó da terra.

Ó Emanuel, nosso Rei legislador, esperança das nações
E salvação do mundo
Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus

Povos que caminhais – cântico próprio para o Tempo de Advento

Grupo Vocal Ançã-ble

Partitura Povos que caminhais

Fotos in http://olhares.aeiou.pt/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fantasia Conventual | Orquestra de Sopros

Há um ano e um dia foi apresentada, pela segunda vez, a obra Fantasia Conventual do Padre Joaquim dos Santos. Obra dedicada a Vítor Matos, clarinetista e maestro, e tocada pela Orquestra Académica do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho.

Aqui fica o vídeo gentilmente cedido pelo Tiago Silva.

Gravado a 21 de Novembro de 2009 - por Tiago Silva

Este concerto integrou o Ciclo que a Universidade do Minho organizou em 2009 à memória do Maestro Joaquim dos Santos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Concerto | Academia Martiniana | Tantum ergo

Na próxima sexta-feira, dia 27 de Novembro, será apresentada em concerto a obra Tantum ergo do Maestro Joaquim dos Santos na versão para coro e órgão.

O concerto será constituído por Música Italiana e Portuguesa do Século XX e terá em Joaquim dos Santos e Manuel Faria, com a apresentação da Missa Pastoril deste último, a ponte de ligação entre estas duas culturas musicais do passado século.

foto de Hélder Lopes27 Novembro. 22h30 | CANTANHEDE

IGREJA MATRIZ DE CANTANHEDE

Encontro de Música Sacra – Música Italiana e Portuguesa do Século XX

Academia Martiniana

Francisco Neves, Direcção Artística

Concerto Fundação INATEL

ver agenda

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

34º Domingo do Tempo Comum, Ano C, Cristo Rei, 21 de Novembro de 2010

É uma prática comum, em alguns sites, fazer-se a sugestão de cânticos para os vários Domingos do ano.

Longe desse objectivo semanal mas chamando a atenção para os interesses deste blog, aqui se deixa a sugestão de um cântico para entrada da solenidade que se aproxima: Cristo Rei.

Quem tiver curiosidade verá que é um cântico que merece tantas referências como qualquer outro… ou, quem sabe, mais algumas!

O Cordeiro que foi imolado – editado na Nova Revista de Música Sacra 92

Há uma publicação no livro Cânticos de Entrada e Comunhão II – Secretariado Nacional de Liturgia – mas esta edição não apresenta a polifonia do refrão (3 vozes mistas), nem o acompanhamento das estrofes; estrofes que, apenas por uma curiosidade, iniciam da mesma forma que uma conhecidíssima obra de Stravinsky!!! Também há uma gralha na indicação da NRMS onde foi editado.

Bom trabalho!

sábado, 13 de novembro de 2010

Tecto na montanha | youtube…

Das habituais pesquisas, aqui ficam dois vídeos encontrados pelo youtube!

Do arranjo que o Pe. Joaquim dos Santos fez da canção Tecto na montanha de Zeca Afonso foram “descobertas” duas interpretações.

 

Em mais uma edição dum trabalho fantástico que se vem repetindo ano após ano, a delícia dos presentes, o sentimento do dever comunitário cumprido.
Desta vez em três localizações: Universidade Católica do Porto (26-06-2010), Igreja Nossa Senhora da Maia (02-07-2010) e Igreja dos Capuchinhos em Gondomar (03-07-2010) - youtube

 

 

 

Concerto comemorativo dos 125 anos Misericórdia de Santo Tirso, a 3 de Julho de 2010. Participaram os Pequenos Cantores de Amorim, o Amorim e Laundos Ensemble, o Grupo de Sopros de Amorim, Ensemble Vocal Pro Musica, Coro da Associação do Porto de Leixões e o Coro da Misericórdia de Santo Tirso. - youtube

Canção com introdução de José Manuel Pinheiro.

Canção de embalar & Menino do bairro negro

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lançamento da glosas #2 versus NATO

lançamento da glosas #2

De forma a evitar a coincidência de se estar a desenrolar a cimeira da NATO em Lisboa,
o que poderá condicionar a mobilidade na cidade, o lançamento foi adiado para
Sábado, 27 de Novembro, às 16h, na Biblioteca Nacional

com a presença de Edward Luiz Ayres d’Abreu e Manuela Paraíso

e breve recital em que se interpretarão obras de

Alfredo Keil, Croner de Vasconcellos e Ruy Coelho

interpretadas por

Raquel Camarinha, Duarte Pereira Martins, Philippe Marques

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PROGRAMA

ALFREDO KEIL | 'Espoir', 'Angelus' e 'Souvenance'

VASCONCELLOS | 'Canção' e 'Siciliano'

Philippe Marques, piano

RUY COELHO | 'Chanson' e 'Dans la Jetée d’Alexandrie'

VASCONCELLOS | '3 Redondilhas de Camões'

ALFREDO KEIL | 'Adieu'

Raquel Camarinha, soprano; Duarte Martins, piano

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a revista estará brevemente à venda na AvA Musical Editions, onde já é possível comprar o número anterior;


para mais informações consulte www.mpmp.pt

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

(2) Antologia de poemas de Mário Garcia, S.J. | Homenagem a Manuel Faria por Joaquim dos Santos

Pedra marítima enrolada no marulhar das vagas
Retrocede às mais íntimas planuras
E queda-se baixinho murmurando:
Ó solidão das lisas madrugadas.

Dedilhaste com jeito clássico
As músicas aquáticas dos ventos
Quando surgiste, despontaram flores
E derramaram-se perfumes pelos ares.

Devagar desfolhaste os teus ensinamentos
à natureza grávida das árvores
Aos montes lúcidos da neve,
E aos píncaros altíssimos das águias.

Tudo ouviu a tua voz e ficou mudo
Porque nada sabia nomear-te
E sob as asas côncavas das aves
As pérolas da vida reluziam.

Algas dançavam pelo espaço pleno
Nos teus olhos pousavam mansamente
Como passos de reis em pétalas de espuma.
A terra fecundada deslizava nos laranjais juncados de ternura.

Só tu brincavas entre as dunas brancas
E dos teus dedos saíam melodias
Que os peixes boquiabertos recebiam
Nos vidros transparentes das escamas.

O sol almofadado, róseo,
cobria tardes sossegadas.
Voltavam vagamente os sons do mar
Roçando as folhas verdes que tremiam.

E do silêncio extático das horas
A tua mão secreta se estendia
Era a dança das algas da saudade
Tu dançavas com elas e morrias.

ver outro poema

domingo, 7 de novembro de 2010

[2002.OUT.25] Joaquim Santos ao lado de Bach e Messiaen | Diário do Minho

Na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, foi terça-feira executada quase em estreia absoluta uma obra do Dr. Pe. Joaquim Santos, integrada num programa em que constava J. S. Bach e Olivier Messiaen.

Trata-se de uma obra para piano, “Prologus, 6 impressões sobre o Evangelho de São João”. Seis frases do prólogo deste Evangelho dão o mote a outros tantos trechos musicais: In principio erat Verbum; Et Verbum caro factum est; Et in Verbo erat vita; Et vidimus gloriam eius…

Foi intérprete a pianista Ana Telles, natural de Lisboa, a trabalhar actualmente em Paris com a viúva de Olivier Messiaen, Yvonne Loriod-Messiaen, e a preparar o doutoramento na Sorbonne sobre música portuguesa contemporânea.

Da obra de Joaquim Santos afirma que «com conceitos-base simples consegue resultados majestosos, muito invocativos». Ana Telles tinha apresentado dois excertos desta obra numa rádio portuguesa no dia internacional da música deste ano e confessa apreciar e gostar da peça.Joaquim dos Santos e Ana Telles

Joaquim Santos aparece neste concerto ao lado de Bach - “Ich ruf zu dir, Herr” na transcrição de Busoni; “Chaconne em Re menor” na transcrição de Brahms; e de Messiaen de que foram executados “La Colombe” (prelúdio), “L’Alouette Lulu” e “L’Alouette Calandrelle” do “Catalogue d’Oiseaux” e “Regards des Hateurs” e “Noël” da obra “Vingt regards sur l’enfant Jesus”. Foi ainda executada a obra “In Tempore” de J. Pedro Oliveira (para piano e fita magnética).

Quem conhece a obra do organista titular da “Église de la Trinité” pode avaliar por um lado a audácia de Ana Telles e imaginar a boa companhia de Joaquim dos Santos e o nível do seu “Prologus”. Esta é a última obra de uma bela lista de obras do ilustre bracarense apresentadas aqui em Roma e que justificam bem o reconhecimento de que já goza nos meios musicais. Já foram apresentadas e gravadas em CD numa edição do Instituto Português de Santo António: “Lamentationes Jeremiae Prophetae” (para barítono, coro e orquestra), “Santo António dos Portugueses” (cantata para barítono, coro e orquestra), “Sinfonia do Silêncio” (para barítono, violino e órgão), “Ricercare e Passacaglia” (para órgão), “Improvisação” (para órgão), “Dois motetes” da Semana Santa (para 4 vozes mistas), canções sobre textos de Miguel Torga (para 4 vozes mistas) e, finalmente, “Prologus”. Além de Roma, a sua música foi apresentada na República Checa e em outras zonas da Itália. Abrem-se possibilidades muito consistentes de Joaquim Santos ser ouvido em Paris e na Alemanha.

Quanto à pianista Ana Telles, cabe referir que tem o bacharelato em piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, a Licenciatura pela Escola de Música de Manhattan e o Mestrado pela Universidade de New York com máxima classificação. Além de piano estudou música de câmara. Desde 1999 trabalha com a viúva de Messiaen e dele interpretou várias obras para piano e piano e orquestra com a Orquestra Metropolitana de Lisboa numa série de 16 concertos em 2000-2002. Como solista e membro de música de câmara, Ana Telles participou em concertos em Portugal, Cuba, Itália, Brasil e Estados Unidos. Realizou uma tournée em Taiwan com a Orquestra Sinfónica Nacional daquele país asiático. A sua dedicação ao estudo e interpretação de obras do difícil compositor Messiaen justifica-a pela paixão partilhada pelos pássaros (Les oiseaux).

A. Luís Esteves

Sexta-feira, 25 de Outubro de 2002

Diário do Minho