segunda-feira, 28 de junho de 2010

Concerto | Sé Catedral de Vila Real | 04 Julho 2010

No próximo Domingo, pelas 21h30, na Sé Catedral de Vila Real serão apresentadas, parcialmente, duas Cantatas do Pe. Joaquim dos Santos. “Noiva do Marão” e “Santo António dos Portugueses”, obras para solistas, coro e orquestra.

Na versão do próximo Domingo, as obras serão apresentadas por narradores, um solista, coro, trompa e órgão – um arranjo das obras, visto que os meios são limitados.

Serão intérpretes o Coral de Chaves, Carlos Meireles (solista), Cláudio Moreira (trompa) e Tiago Ferreira (órgão). Nuno Costa, direcção.

Do programa constam, ainda, outras apresentações de outros grupos.

Coral de Chaves

domingo, 27 de junho de 2010

há uma ano… | UMinho | Ciclo de Concertos… 27 Junho 2009

Mais um concerto… aconteceu há um ano com peças do nosso Joaquim dos Santos. Não foi o único do fim de semana… mas como deste concerto se perdeu, irremediavelmente, a gravação áudio, fica o presente artigo mais pobre e sem outra solução!

Aconteceu:

Concerto de Música Coral para a Infância (música para crianças) [Joaquim dos Santos] no dia 27, sábado, no Museu D. Diogo de Sousa (Braga) pelas 21.30h | coro infantil da Companhia da Música sob direcção de Tamara Sargassian

A obra cantada foi “Sons p’ra guitarra da boneca”, obra já abordada neste blog. ver artigo

…um agradecimento a todos que, ao longo desta semana, recordaram o Maestro através das mais diversas orações ou acções…

quinta-feira, 24 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

Exposição | Joaquim dos Santos e a Nova Revista de Música Sacra | expositor 10

Expositor 10 | NRMS 

“A Nova Revista de Música Sacra é uma publicação de música litúrgica, em duas séries, com grande importância para toda a comunidade eclesial na vertente do apostolado. Tem a sua sede na Casa Sacerdotal, na rua S. Domingos, nº 109, 4710 – 435 BRAGA, onde se publica desde 18 de Novembro de 1971 até ao presente. É propriedade da Comissão Bracarense de Música Sacra, organismo de que Joaquim dos Santos foi compositor e membro desde 1969.

A Nova Revista de Música Sacra surgiu com a necessidade de contrariar um fenómeno da proliferação de fichas policopiadas, repletas de “música profana de carácter ligeiro”, assegurando aos pastores da Igreja, com sensibilidade para a educação musical, “trechos em que pudessem depositar confiança”, e “que fornecesse aos bem intencionados o pábulo musical de qualidade […]”. (1)

Joaquim dos Santos fez parte da equipa responsável pela publicação da NRMS, de que foi colaborador, tendo aí publicado uma parte da sua vasta obra. Trabalhou ao lado de nomes ilustres da arte musical como Manuel Faria, Joaquim de Carvalho, Sebastião Faria, Manuel Silva, Manuel Luís, Manuel Simões, Benjamim Salgado, Cândido Lima, Azevedo Oliveira e outros. Na Nova Revista de Música Sacra, desde o número 1 da primeira série ao número 127 da segunda série, estão publicados 152 Cânticos com assinatura de Joaquim dos Santos, elaborados ao longo de 37 anos de trabalho muito intenso e produtivo.

Joaquim dos Santos legou-nos, na Nova Revista de Música Sacra, um espólio musical profundamente harmonioso, místico e cheio de sensibilidade, fácil de interiorizar, muito rico e agradável nas cerimónias do culto, capaz de unir os fiéis num gesto sublime de louvor e agradecimento a Deus.”

(1) Nova Revista de Música Sacra, nº 1, 1ª série, 1971

Miguel Carvalho, aluno do 2º ano da Licenciatura em Música.

Expositor 10 | Pormenor NRMS 128

Cânticos publicados na NRMS

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Encontro de Coros passado!

Para a posterioridade, aqui fica este artigo a fazer referência ao Encontro de Coros de Antíme levado a cabo no passado dia 29 de Maio. Para a celebração dos 25 anos do Grupo, foram convidados o Grupo Coral de Azurém, o Orfeão de Braga e o Orfeão de Guimarães. Na totalidade, no programa constaram as quatro peças populares com arranjo de Joaquim dos Santos sendo elas Canção de embalar (G.C.Az), Mulher da erva (O.G), Dobadoira e Assenta-te aqui António (G.C.An).

Um bem-haja!

sábado, 5 de junho de 2010

Concerto… | Coral de Chaves

Igreja São PedroDomingo, dia 6 de Junho na Igreja Paroquial de Cerva – Igreja de São Pedro – o Coral de Chaves interpretará, entre outras, obras do Pe. Joaquim dos Santos. Levanto os meus olhos para os montes; Tomai, Senhor, e recebei; Tantum ergo; Nasceu o sol da Páscoa… entre outras obras de outros compositores, tais como, Manuel Faria, Eurico Carrapatoso, Fernando Valente, Mozart, Bach, Vivaldi… etc…

Domingo, dia 6 às 21h30 na Igreja de São Pedro – Cerva

 

 

Convite

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pode haver compositores bracarenses por conhecer…

2009-11-22

autor
Rui Serapicos

João Duque, professor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, fala ao Correio do Minho na qualidade de membro do grupo coral Cappella Bracarensis, do qual já foi director artístico. Este antigo aluno do compositor Manuel Faria frequentou em Santo Tirso o Colégio das Caldinhas, onde estudou órgão e composição. Nunca deixando de praticar o canto, fez cursos de direcção coral e dirige coros desde os 16 anos. Ainda hoje, quando pode, volta a Monção para dirigir o coro Deu la Deu.

Falando do Cappella Bracarensis, conta-nos que “temos pesquisado nos arquivos, por exemplo, para os concertos da Semana Santa, obras de autores portugueses, sobretudo do século XVIII e do século XIX, que não estão publicadas, que estão nos arquivos e na prática são interpretadas em primeira audição, conta o nosso interlocutor, acrescentando que “também já executámos obras, das poucas que se conhecem, de uma escola que terá havido aqui à volta da catedral, no final do século XVI para XVII. No início de 1600 há três ou quatro compositores que são conhecidos”.
Dá como exemplo o caso do Lourenço Ribeiro, um compositor do final do século XVI, “e do qual se conhece uma Missa de Requiem bastante concentrada, que nós já executámos mais do que uma vez”.
Possivelmente, admite, haverá obras desses compositores no Arquivo da Sé de Braga. “Este arquivo precisa de ser organizado para a investigação. Eu sei que se está a pensar nosso e poderá ser que nos próximos anos haver surpresas em relação a isso. Em Portugal, da época é muito conhecida a escola de Évora, mais tarde um pouco a escola de Coimbra.
A de Braga não marcou ainda presença mas eu penso que pode ainda vir a marcar”.


Correio do MinhoO Cappella Bracarensis não tem prevista a gravação de um registo discográfico?
João Duque — À partida não. Hoje em dia é muito fácil gravar um cd. Os grupos amadores vão gravando cds de qualidade média. Nós consideramos que estar a acrescentar mais um cd com músicas já conhecidas e de qua-lidade média não adianta nada ao mercado. Faríamos um cd se tivéssemos condições para um trabalho de qualidade superior, de qualidade profissional, e com obras desconhecidas. Por sinal, temos acesso a obras deconhecidas, inclusivamente de compositores bracarenses e da região do Minho, que executamos.
Pode dar exemplos?
Sim, o caso do Joaquim Santos. Há obras que praticamente só nós é que executamos até hoje. Tirando um ou dois grupos. Algumas foram escritas propositadamente para o Cappella Bracarensis. Há outras de Manuel Faria, que já foram executadas por mais alguns. E são obras que não estão gravadas e que deveriam ser gravadas. Mas para gravar com qualidade profissional exigida implicaria um impacto muito forte no grupo. No Cappela Bracarensis ninguém é profissional.
Consideram que não têm qualidade quanto baste para fazer um registo?
A esse nível não. Poderíamos ter a nível de um registo de divulgação mas penso que não vale a pena porque há muita coisa.
Nem existe da vossa parte vontade de aumentar a qualidade no sentido de poder corresponder a esses níveis de exigência?
Poderia haver esse desejo. Mas nós encontramo-nos num certo limite. A partir daqui para a frente teriam que ser membros mesmo profissionais, o que significaria abdicar de alguns trabalhos para se dedicarem mais intensamente a este projecto. Ora. isso implicaria fundos para pagar essas horas e isso de facto não temos nem estamos estruturados para isso. Grande parte dos nossos elementos são amadores no sentido genuíno do termo: são amantes da música: estão aí pelo gosto de cantar. Mesmo assim já há muita dedicação, mas é no limite.
Mesmo assim, o grupo vai sendo muito solicitado para actuações...
De ano para ano vai crescendo. Já começa a ser difícil cruzamento de agendas.
De onde vos chegam, predominantemente, os convites?
Em geral, são concertos culturais. Sobretudo são entidades ligadas à cultura; câmaras municipais, e muitas vezes ligadas à Igreja: paróquias, igrejas onde construíram ou montaram um órgão de tubos e nós vamos lá para a inauguração desse órgão. Também em homenagem a compositores. No Caso de Manuel Faria ou Joaquim Santos. Aconteceu assim pouco tempo após falecimento de Joaquim Santos, com a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. E tem sido essencialmente na região. De vez em quando pode haver uma solicitação ou outra para a zona de Lisboa, em contexto académico, mas nem sempre é possível, dadas as ocupações dos membros do grupo.
Com que regularidade é que ensaiam?
O ensaio é semanal. Uma vez por semana, à noite. Para o nosso repertório é suficiente. Temos todos uma capacidade de leitura razoável. Se tivéssemos de gravar já teríamos de passar para mais ensaios e depois as gravações implicam dias seguidos, em estúdio, para fazer as coisas como deve ser.
O vosso repertório assenta fundamentalmente em música sacra?
Não sei qual e a percentagem, mas penso que a maioria é de facto música sacra, até pelas solicitações, que têm sido muito para igrejas. Também temos de admitir que as melhores acústicas são as das igrejas. De tal maneira que devido ás solicitações, como as da Semana Santa em Braga, vamos construindo um repertório sacro todos os anos. Em Tibães nestes dias a nossa opção é por um programa profano desde o século XV até à actualidade. Temos repertório para dois concertos completos, uma hora e meia a duas horas de música.

Escola renascentista de Braga ainda é pouco estudada.
“Procuramos sobretudo músicas não executadas de compositores portugueses”, conta-nos João Duque, sugerindo que da época renascentista pode haver obras a descobrir em Braga.


Que música profana interpretam?
Desde a profana renascentista à profana contemporânea, por exemplo, composições do Zeca Afonso.
Também algumas das mais conhecidas?
Sim. A ‘Canção de Embalar’, por exemplo, ou o ‘Menino do Bairro Negro’. Não somos um grupo constituído para a música sacra, mas as solicitações é que nos têm levado nesse sentido. Na medida do possível, nós procuramos executar músicas de todas as épocas e países. Executamos música europeia, de Bach, por exemplo. Mas procuramos sobretudo músicas não executadas de compositores portugueses. Temos pesquisado nos arquivos, por exemplo, para os concertos da Semana Santa, autores portugueses, sobretudo do século XVIII e do século XIX, que não estão publicadas, que estão nos arquivos e na prática são interpretadas em primeira audição.
A que arquivos recorre?
Há vários. O Arquivo de Coimbra, a zona de Cernache, o Arquivo Distrital de Braga, o Arquivo da Sé. Também já executámos obras, das poucas que se conhecem, de uma escola que terá havido aqui à volta da catedral, no final do século XVI para XVII. No início de 1600 há três ou quatro compositores que são conhecidos.
Pode dar alguns exemplos?
Sim. O caso do Lourenço Ribeiro, por exemplo, que é um compositor do final do século XVI e do qual se conhece uma Missa de Requiem bastante concentrada, que nós já executámos mais do que uma vez.
Contemporâneo de D. Diogo de Sousa?
Posterior. Mas terá beneficiado dos efeitos do D. Diogo de Sousa que trouxe para Braga a passagem da música renascentista para a polifonia portuguesa. E é uma música que está bastante desconhecida. Possivelmente, haverá obras desses compositores no Arquivo da Sé de Braga. Este arquivo precisa de se organizado para a investigação. Eu sei que se está a pensar nosso e poderá ser que nos próximos anos haver surpresas em relação a isso. Em Portugal, da época é muito conhecida a escola de Évora, mais tarde um pouco a escola de Coimbra. A de Braga não marcou ainda presença mas eu penso que pode ainda vir a marcar.
Esse tipo de pesquisas faz parte também das acções desenvolvidas pelo Cappella Bracarensis?
Não temos nenhum musicólogo no grupo. Estas coisas que vamos executando são fruto do trabalho de musicólogos feito há algum tempo. O que vamos sabendo tem sido transcrito por um professor da Universidade de Évora, João Pedro Alvarenga que, no tempo em que nós éramos estudantes de música ele me arranjou transcrições que ele próprio fez aqui em Braga. Penso que será possível fazer mais. Há protocolos e apoios para se voltar a trabalhar um pouco mas a fundo este espólio.
Trata-se de material que interessa mesmo para investigações do âmbito académico?
Sim. Ao nível de doutoramentos. Quem quiser fazer investigação tem de ver se há material para isso. Várias peças de compositores bracarenses desse período foram executadas num concerto por ocasião do Euro 2004, por iniciativa do Turismo. Nesse concerto, uma arte foi órgão, pelo titular da Sé de Braga, o organista italiano Giampaolo di Rosa.
De outros períodos, como o século XVIII e século XIX, a fase romântica, há compositores daqui de Braga que sejam conhecidos?
Não tenho conhecimento. Há uma ‘Paixão’ do século XIX segundo o rito bracarense. Não se sabe se terá sido composta aqui em Braga. Penso eu que chegou cá por via dos arquivos de Cernache. Musicalmente, o nosso século XIX é pobre por várias razões. Rico, rico é o século XVIII, no período barroco e clássico. Desse tempo executámos o stabat matter inteiro de João Rodrigues Esteves, um barroco a transitar para o clássico, que já executámos mais do que uma vez. O autor escreveu essa obra para órgão e coro. Nós executamos numa versão para orquestra de cordas e resulta muito bem. Noutras áreas, há mais do século XX. E desses não temos muito. De Manuel Faria temos uma fase que é uma espécie de transição do romantismo para o contemporâneo. Depois temos outras peças que são muito exigentes para o público por serem difíceis de audição.
Que percepção têm do público que vos acompanha? Têm um público já mais ou menos fidelizado?
É preciso ter paciência, com em tudo, penso eu, porque de facto o público musical em Braga tem sido diminuto (já foi mais) mas com este grupo temos visto que há cada vez mais: de u concerto para o outro vemos cerca de cinquenta por cento do público que esteve no concerto anterior.
Mas sentem que existe empatia? Que existe interacção?
Sim. Daquele grupo, há gente que já ouviu o Cappella Bacarensis e vai continuando. Há outras pessoas que, embora andemos a cantar desde 1997, nunca ouviram e quando ouvem pela primeira vez ficam entusiasmados porque é um grupo com bom efeito sonoro.
Com um nível não profissional, mas dentro do seu estilo com qualidade.
Também atinge público menos erudito com o repertório popular?
Sim. Embora os compositores do século XX, Manuel Faria e Joaquim dos Santos sejam compositores de topo a nível nacional e até são conhecidos e executados em Roma e em França. E têm uma certa variedade de obra. Têm obras mais populares e outras mas a rondar a vanguarda musical. Executamos algumas obras coras dentro dos limites das nossas possibilidades e tendo também em conta as capacidades de audição do público a quem nos dirigimos.