quinta-feira, 29 de abril de 2010

já encomendaram a nova revista sobre música portuguesa? Glosas

vamos lá… encomendem! é muito acessível!

geral@mpmp.pt

Uma revista musical portuguesa…

Capa da Revista "Glosas"(…) “A verdade é que em Portugal sempre lidámos mal com os conceitos de «clássico», de «reportório» e de «cultura viva». O problema é especialmente grave na  Música, dadas as lacunas no ensino geral, a quase inexistência de edições e o atraso da investigação musicológica; mas é extensivo a todas as artes. Veja-se o exemplo do Teatro: no país de Gil Vicente, António José da Silva, Almeida Garrett, António Patrício, Raul Brandão e José Régio, os grandes textos da nossa dramaturgia, mesmo editados, praticamente nunca são levados a cena. Não há uma noção de reportório.

Um país que não tem uma cultura própria não chega a ser um país. Neste nosso rectângulo oscilamos entre dois excessos: um snobismo provinciano e ignorante que despreza tudo o que é português com um ancestral complexo de inferioridade; e um nacionalismo reaccionário e trauliteiro que faz a apologia bacoca de tudo o que tenha a chancela nacional. As duas tendências são igualmente perniciosas e desgastantes. Quem sofre é a nossa cultura, que se vê privada daquele lastro de fruição e de convivência capaz de a manter viva.” (…)

DELGADO, Alexandre – A Sinfonia em Portugal | Lisboa, Ed. Caminho, 2002.

O anterior texto diz respeito à Sinfonia feita em português mas, com demasiada facilidade e como se percebe ao longo do escrito, encaixa em qualquer vertente da nossa música “erudita”.

Também a edição escrita sobre a nossa música “erudita” é, pelo menos até hoje, inexistente. Era, até hoje, um vislumbre. Apenas se sabe dela no passado, em décadas já distantes. Até hoje, as edições sobre música “erudita” portuguesa sofrem sempre da mesma doença: estão constantemente a falir e ressurgir. Até hoje assim tem acontecido…

Hoje sim, hoje mesmo Portugal está, seguramente, a caminhar para melhor no que diz respeito à cultura musical (mas se calhar nem se apercebe disso). Um passo mesmo muito importante na actualidade que só fará sentido se todos nós, músicos e melómanos, estudantes, historiadores, ouvintes, etc… respeitarmos as publicações (fugindo às fotocópias) e fizermos um “esforço” por adquirir um trabalho que se pretende duradouro.

A qualidade pratica-se e não será por causa de pagar 3€ de seis em seis meses que será impossível adquirir tal documento que, com certeza, crescerá sempre em qualidade e quantidade.

www.mpmp.pt

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lançamento da revista ‘glosas’ | pela música portuguesa | compositores a descobrir: Joaquim dos Santos

Glosas 

O mpmp, movimento patrimonial pela música portuguesa, tem a honra de o convidar para a sua apresentação oficial. Serão apresentados os seus principais projectos e será lançada a revista 'glosas', sendo a cerimónia pontuada por vários momentos musicais.

DIA 29 DE ABRIL DE 2010, ÀS 21H, NO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL 

Rua dos Caetanos, 29 | Bairro Alto | Lisboa

Se pretender receber o primeiro número da revista em sua casa, através de envio à cobrança (ao custo da revista, €3, serão acrescidos os portes de envio), encomende o seu exemplar enviando-nos mensagem para geral@mpmp.pt, indicando: nome completo, morada e contacto telefónico.

CONTEÚDOS GERAIS DO PRIMEIRO NÚMERO DA 'GLOSAS'

ULTIMATO, o manifesto do mpmp

DEBAIXO DE OLHO

o que está a acontecer na música portuguesa,  por Manuela Paraíso

DISSONÂNCIAS: a opinião de perusio

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RUY COELHO

a personalidade e a obra

(‘com estudo és tudo’) por Rui Ramos Pinto Coelho

valerá a pena redescobrir a música de Ruy Coelho? por Sérgio Azevedo

nos passeios de estio (audição ficcionada), por Joana Guerra e Isabel André

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46  entrevista | OS MORTOS

VIAJAM DE METRO

52  entrevista | ASSOCIAÇÃO

ANTÓNIO FRAGOSO

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LUIZ COSTA, 50 anos depois da sua morte

um mestre compositor musical, por João-Heitor Rigaud

na outra margem: excertos de entrevista

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COMPOSITORES A DESCOBRIR

Joaquim dos Santos, por Nuno Costa

 

 www.mpmp.pt

terça-feira, 20 de abril de 2010

…duas obras! Concerto de Páscoa | Coral de Chaves

Igreja Matriz de Chaves (Santa Maria Maior)

No próximo Sábado, dia 24 de Abril – fim-de-semana relativo à liturgia do IV Domingo de Páscoa, o Coral de Chaves apresentará, entre outras, um bom número de peças sacras de autores portugueses, nomeadamente, Eurico Carrapatoso, Fernando Valente, Manuel Faria e, claro está, Joaquim dos Santos.

Na Igreja Matriz de Chaves, pelas 21.30, poderá assistir a duas peças do Pe. Joaquim dos Santos muito distantes entre si… a primeira data do tempo de juventude, enquanto aluno do Pe. Manuel Faria – Tantum ergo – para coro masculino a 3 vozes e órgão. Já a segunda é das últimas peças compostas pelo Sacerdote compositor no seu retiro da Casa da Casinha – In ressurectione Domini – para coro misto a 4 vozes, violoncelo e órgão. Duas peças distintas unidas pela fonte do canto gregoriano, fonte essa muito cara ao nosso Maestro Joaquim dos Santos…

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais vale tarde do que nunca… Concerto passado… Cabeceiras de Basto | 27.03.2010

Não soube a tempo… nada a tempo. Mas aqui fica a referência!

Cabeceiras de Basto promove Concerto de Páscoa na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos

Mosteiro de Refojos_Cabeceiras de Basto

Terceiro concerto na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos após o restauro do órgão de tubos em 2009

Com o apoio da Paróquia de Refojos e da empresa Emunibasto, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, promove no dia 27 de Março, às 21h30m, um concerto de Páscoa. Daniel Pereira Ribeiro é o organista convidado que se fará acompanhar pelo coro Cappella Bracarensis.

Trata-se de uma iniciativa que tem como objectivos contribuir para o conhecimento e para a valorização do património concelhio, proporcionando ao mesmo tempo um programa cultural direccionado a todos aqueles que apreciam música sacra e clássica.
Este espectáculo de órgão e coro, integrado na agenda cultural do Município de Cabeceiras de Basto, integra também a programação da Semana Santa deste concelho.
Com um vasto currículo, Daniel Pereira Ribeiro, interpretará a solo temas como Variações sobre “Ballo del Granduca” de J. P. Sweelinck; Primer tiento de 1º tono de Adrés de Sola; obra de 1º Tono de registro de mano derecha, de Pedro de San Lorenzo; obra de 1º Tom, de Frei Luís Coutinho e Batalha de 6º Tom. Interpretará ainda conjuntamente com o coro Cappella Bracarensis, “Domine, tu mihi lavas pedes”; Confesso o meu pecado do compositor cabeceirense Joaquim Santos; “Pater mi”, de António de Oliveira; “Christus factus est” de David Perez; Stavat Mater,de J. Rodrigues Esteves. Durante o concerto serão ainda interpretados temas como “Tristis est” de D. Pedro de Cristo; “Chritus factus est” de Casimiro Júnior; Crucifixo e Sangue de Cristo, de Manuel Faria e “Videbimus eum” de Joaquim Santos.
De referir que este é o terceiro concerto a levar a cabo na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, após o restauro do órgão de tubos recuperado em 2009.
Um acontecimento histórico, que devolveu o toque deste importante instrumento musical aos cabeceirenses, após cerca de oito décadas de silêncio. Pelas mãos do organista suíço Peter Leu, em Julho passado, a música invadiu aquele majestoso templo, maravilhando e enchendo de orgulho não só os cabeceirenses como todas as pessoas presentes, que ali se deslocaram para testemunhar um momento único que marcou um novo ciclo cultural em Cabeceiras de Basto.
De referir que a recuperação deste Órgão resultou de várias diligências efectuadas pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e de um esforço financeiro significativo, que permitiu recuperar este importante património concelhio, que contribuirá doravante para proporcionar uma maior e melhor oferta musical, através da realização de vários concertos.
Esta determinação municipal, de devolver à população o toque do “maior instrumento completo de Francisco António Solha, datado de 1771”, demonstra bem a atenção dada à recuperação e valorização dos monumentos em geral e em particular, neste caso, ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos.
A acção da Autarquia, com a colaboração da Paróquia de Refojos contribui para o conhecimento e para a valorização do Património, trazendo da penumbra dos tempos, uma nova História, dando-lhe visibilidade e criando motivos de orgulho na nossa terra.
Trata-se de igual forma de um investimento que é feito no Turismo Cultural, capaz de promover a arte instalada nos próprios Mosteiros e Igrejas que pode ser uma opção para a sustentação do Património de origem religiosa, mas que ultrapassa largamente esse patamar. Uma vez recuperado, o Órgão do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, enobrece o monumento e diversifica a oferta cultural aos locais e a todos os visitantes.

Pormenor do Órgão Ibérico do Mosteiro de Refojos 

Fonte: Município de Cabeceiras de Basto

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ainda há “alguns dias” estávamos, um pequeno grupo de amigos, a celebrar o belo momento do aniversário em conjunto com o Maestro Joaquim dos Santos e hoje é com uma oração, cada um em seu lugar, que se recorda mais um bom momento vivido com o Maestro.

Foi durante uma viagem de carro que, passados uns poucos minutos da meia-noite do dia 13, desatamos a cantar os Parabéns. Três cantantes, a três vozes! Que bonito foi…

Com pequenos pormenores, construiu-se uma verdadeira e forte amizade que, espero, fique sempre em nós.

Como sinal para uma pequena oração pessoal, aqui fica, mais uma vez, a bela meditação sobre a oração de Santo Inácio de Loyola.

Aniversário de Nascimento

13 de Abril de 1936 – 13 de Abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Dia da Ressurreição | Ressuscitou o Bom Pastor

A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene. artigo 112, capítulo VI – Concílio Ecuménico Vaticano II

Para a liturgia pascal, aqui fica mais a publicação de um cântico da autoria do Pe. Joaquim dos Santos. Publicado em 1991 no número 57 da Nova Revista de Música Sacra.

A interpretação que se segue, é do Grupo Vocal Ançã-ble. Gravado nas maratonas de Rio Longo, que muito têm produzido no que concerne ao registo áudio dos muitos tesouros de música portuguesa que andam por aí meios perdidos, meios achados…

órgão, Isaías Hipólito; direcção, Pe. Pedro Miranda.

Ressuscitou o Bom Pastor,
que deu a vida pelo seu rebanho, que deu a vida pelo seu rebanho.

1. Como é agradável a Vossa morada,
Senhor dos Exércitos.
A minha alma suspira ansiosamente
Pelos átrios do Senhor.
(sal. 83)

Ver lista de cânticos publicados na NRMS

Nasceu o sol da Páscoa – cântico para o Tempo Pascal

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Via Crucis | Sexta-Feira-Santa

A apresentação da obra Via Crucis, no dia 31 de Março de 2006 em Roma, contou com as meditações de Sua Santidade o Papa Bento XVI proferidas, antes de cada momento musical, pelo locutor da Rádio Vaticano Rosario Tronnolone. Decerto, foi um concerto com elevado grau de religiosidade.
Hoje, neste dia tão importante do calendário católico, aqui fica a finalização da Via Crucis. No dia em que a Igreja celebra, também, a própria Via Sacra.
O último número, dos três agora apresentados, é uma belíssima meditação sobre um canto popular português. Bendita e louvada seja encontra-se no conhecidíssimo Novo Cantemos Todos (nº 684) e é aqui que se verifica a possibilidade da utilização de um coro a duas vozes iguais. Na presente interpretação não foi utilizado o coro.
Mais uma vez aqui fica: Via Crucis para Orquestra de Sopros gravada ao vivo na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma. Orchestra Tiberina sob direcção do maestro Ferreira Lobo. Edição: IPSAR CD200612 (composição orquestral: 2 flautas; 3 clarinetes; saxofone soprano; 2 saxofones alto; 2 saxofones tenor; saxofone barítono; fagote; trompa; 3 trompetes; 3 trombones; tuba; tímpanos).
Casa da Casinha, 28.11.2004
foto por Carina Barata Antunes Lobo
Via Crucis
  • Décima segunda estação: Jesus morre na cruz
A Mãe de Jesus, a irmã de Sua Mãe, Maria de Cléofas e Maria Madalena estavam junto à cruz. Jesus, vendo a Sua Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à Mãe: "Mulher, eis o teu filho!". Depois disse ao discípulo: "Eis a tua Mãe!" (Jo 19,25-27).
Desde o meio-dia até às três horas da tarde fez-se escuridão em toda a terra. Pelas três horas, Jesus deu um grande grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que significa: "Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?"... E Jesus, dando um grande grito, entregou o espírito (Mt 27,45-46.50)
  • Décima terceira estação: Jesus é descido da cruz
Estavam ali muitas mulheres, a olhar de longe; elas tinham seguido Jesus desde a Galileia para O servir... Ao entardecer, chegou um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. Ele dirigiu-se a Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos ordenou que lhe fosse entregue (Mt 27,55.57-58).
  • Décima quarta estação: Jesus é sepultado
José, tomando o corpo de Jesus, envolveu-O num lençol limpo e colocou-O num túmulo novo, que mandou escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo e retirou-se. Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, era frente do sepulcro (Mt 27,59-61).
Bendita e louvada seja. A Paixão do Redentor. Que para nos livrar das culpas Morreu em nosso favor.
Padeceu grandes tormentos Duros martírios na Cruz Morreu para nos salvar Bendito seja Jesus.
[NCT, nº 684]
Joaquim dos Santos; maestro Ferreira Lobo; Rosario Tronnole

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Via Crucis | Quinta-Feira-Santa

foto por Brígida Santos Silva Conceição

Via Crucis

  • Décima estação: Jesus é despojado das suas vestes

Chegados a um lugar chamado Gólgota... deram-Lhe a beber vinho misturado com fel... (Mt 27,33-34)

Depois de crucificarem Jesus, os soldados dividiram em quatro as suas vestes, ficando cada um com a sua parte. Deixaram de lado a túnica. Era uma peça única e sem costura. Por isso disseram entre si: "Não a rasguemos, mas tiremo-la à sorte para ver com quem fica". Assim se cumpria a Escritura: "Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica" (Jo 19,23-24).

  • Décima primeira estação: Jesus é pregado na cruz

Depois de O crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados a guardá-l'O. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". Com Ele foram crucificados dois ladrões, um à direita, outro à esquerda. E os que passavam perto, injuriavam-n'O, meneando a cabeça e dizendo: "... Se Tu és o Filho de Deus, desce da cruz!".

Também os chefes dos sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos caçoavam d'Ele: "Salvou os outros, e não pode salvar-Se a Si mesmo. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele (Mt 27,35-42).