domingo, 16 de dezembro de 2012

Natal – Cânticos do Pe. Joaquim dos Santos

Cânticos Pe. Joaquim dos Santos

No seguimento das anteriores publicações, como não podia deixar de ser, fica aqui mais uma selecção de cânticos belíssimos do Pe. Joaquim dos Santos.

Sem sombra de dúvida que o Espírito do Natal está patente nestas singelas criações. É, também, o próprio sorriso do Pe. Joaquim dos Santos que está esboçado nestes sons.

 

Em Belém abriu-se a noite NRMS 120

Exulta, ó Filha de Sião NRMS 68 (vídeo)

Glória a Vós, Jesus Menino NRMS 76 (vídeo)

Hoje sobre nós NRMS 44 (vídeo)

Na terra se fez carne NRMS 31 (vídeo)

Nasceu hoje de Maria NRMS 108

Ó noite bendita NRMS 52

Surge um clarão de repente NRMS 24

Um dia sagrado brilhou NRMS 47 (vídeo)

 

Grupo Vocal Ançã-ble (2008)

 

Coro D. Pedro de Cristo (1999)

 

Grupo Vocal Ançã-ble (2008)

 

Grupo Vocal Ançã-ble (2008)

 

Grupo Vocal Ançã-ble (2008)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tríptico musical no século XX português – Tertúlia

Hoje, pelas 21:30h, no Colégio Universitário da Boavista, irá decorrer uma tertúlia sobre a Música Portuguesa do e no século XX, com correlação com as diversas dinâmicas políticas em vigor em Portugal.

Tríptico musical no século XX português:

"Três ideais em Portugal:

O romântico com Vianna da Motta

O rural com Fernando Lopes-Graça

O religioso com Joaquim Gonçalves dos Santos"

 

São relatores o pianista Filipe  Cerqueira, que se tem debruçado sobre a obra para piano do Pe. Joaquim dos Santos no âmbito do seu Mestrado na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto e José António Miranda Moreira de Almeida, licenciado em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense e Integrado no Instituto de Filosofia da Universidade do Porto como Doutorando e Colaborador do Gabinete de Filosofia Moderna e Contemporânea da mesma universidade.

Fica aqui a nota!

Filipe Cerqueira, piano

domingo, 2 de dezembro de 2012

Imaculada Conceição – Cânticos do Pe. Joaquim dos Santos

Cânticos Pe. Joaquim dos Santos

Como não podia deixar de ser, para o próximo dia 8 de Dezembro, o catálogo de obras do Pe. Joaquim dos Santos está bem recheado de cânticos Marianos.

O facto da sua Missa Nova ter sido realizada na Capelinha das Aparições revela uma especial proximidade do Pe. Joaquim dos Santos a Maria. Essa proximidade revelou-se em várias composições Marianas. Aqui ficam algumas sugestões.

 

Nova Revista de Música Sacra

Ave Maria... Sois a esperança NRMS 86

Bendita sois vós, ó Maria NRMS 41

Cantai ao Senhor um cântico novo NRMS 36

Cantai um cântico novo NRMS 10 (II)

Ditosa Virgem, cheia de graça NRMS 75

Maria, Mãe de Jesus NRMS 101

Ó Maria, sois a Mãe de Jesus NRMS 33-34

Sem pecado concebida NRMS 118

 

Revista “Música Nova

À Senhora da Conceição MN. 3
À Virgem de Fátima MN. 3
Magnificat MN. 3

 

Inédito

Ave Maria (1960)

 

 

Outros ficam por mencionar, igualmente belos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Advento – Cânticos do Pe. Joaquim dos Santos

Cânticos Pe. Joaquim dos Santos

Do catálogo de obras do Pe. Joaquim dos Santos que foram publicadas, aqui fica esta singela lista de cânticos próprios para o Tempo de Advento.

 

Nova Revista de Música Sacra

Desça o orvalho NRMS 15

Povos que caminhais NRMS 64

Desde a aurora vos procuro NRMS 40

Nós temos em Sião NRMS 42

Todos vós que tendes sede NRMS 42

Vem, Senhor Jesus NRMS 64

Senhor que tanto amais o vosso povo NRMS 95/96

Ao vosso amor paterno NRMS 95/96

 

Revista “Música Nova”

Confiados em Deus MN 1
Alegrei-me quando me disseram MN 1

 

 

 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Poemas do Mar: “Sagres” – Miguel Torga por Joaquim dos Santos

O Grupo Vocal Ançã-ble completou o seu ciclo de gravações dos “Cinco poemas de Miguel Torga”, sobre a temática do Mar, musicados pelo Padre Joaquim dos Santos.
Os dois primeiros registos foram feitos há 10 anos na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma. Depois, nos seus regulares “Encontros de Música Antiga” (!) foram gravando, por prazer, as restantes peças. Dos seus arquivos disponibiliza-se agora o poema “Sagres”. Um conjunto de cinco obras vocais relevantes no panorama da música coral em Portugal.

Grupo Vocal Ançã-ble, 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

Na outra Margem – 19 de Novembro de 2012

Na preparação do concerto, que se revelou num momento marcante, a pianista Ana Telles falou um pouco para o programa “Na outra Margem” de Manuela Paraíso.

Aqui fica o registo (clicar na imagem)

Na Outra Margem 19/11/2012, parte 3

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Glória a Vós, Jesus Menino – Cântico de Natal

E com o Natal à porta, aqui fica um cântico do Pe. Joaquim dos Santos adequado ao momento!

Coro D. Pedro de Cristo (Coimbra)

Joaquim dos Santos (1936-2008)
Glória a Vós, Jesus Menino - NRMS 76


Coro D. Pedro de Cristo (Coimbra)
Francisco Faria, direcção


"Nosso Natal" - CD - gravado em 1999 (Coimbra)


Glória a Vós, Jesus Menino,
Que esperais quem Vos procura,
Por um mistério divino,
Ao lado da Virgem pura!


É de colina em colina,
É de deserto em deserto,
Que aquela estrela divina
Torna aos Magos Deus mais perto.


Olham ao longe a Judeia,
Nunca se cansam de olhar.
Através de cada aldeia,
Só pensam em caminhar.


Moreira das Neves

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Orquestra de Câmara da GNR // Ana Telles // Jean-Sébastien Béreau // Teatro Municipal de Almada

 

Vídeo promocional


É já no Sábado, dia 17 de Novembro, na Sala Principal do Teatro Municipal de Almada!

A pianista Ana Telles apresenta, pela primeira vez em Portugal, o Concerto para Piano e Orquestra do Pe. Joaquim dos Santos.

A Orquestra de Câmara da GNR dá corpo à partitura que será dirigida pelo maestro Jean-Sébastien Béreau.

O espectáculo é de entrada gratuita e tem o seu início às 21h30.

Aprecie este momento!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Orquestra de Câmara da GNR // Ana Telles // Jean-Sébastien Béreau // Teatro Municipal de Almada

 

Cartaz

No próximo dia 17 de Novembro, na Sala Principal do Teatro Municipal de Almada, a pianista Ana Telles apresenta, pela primeira vez em Portugal, o Concerto para Piano e Orquestra do Pe. Joaquim dos Santos.

A Orquestra de Câmara da GNR dá corpo à partitura que será dirigida pelo maestro Jean-Sébastien Béreau.

O espectáculo é de entrada gratuita e tem o seu início às 21h30.

Concerto

Ana Telles, piano
Jean-Sébastien Béreau, direcção


PROGRAMA
Henri Tomasi (1901-1971)
Fanfares Liturgiques


Joaquim dos Santos (1936-2008)
Concerto para piano e orquestra


INTERVALO


Darius Milhaud (1892-1974)
Carnaval de Londres Op. 172

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Omaggio a Petrassi – Homenagem a Petrassi

Originalmente concebida para flauta e harpa, teve mais uma versão para flauta, viola e harpa até que foi apresentada, pela primeira vez em Roma, com violino, viola e harpa.
Neste mesmo concerto e com este complexo instrumental, foram apresentadas as 4 canções populares portuguesas, já publicadas no youtube.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

1962 – 2012 Ordenação Sacerdotal

Hoje é um dia a assinalar: o Maestro Joaquim dos Santos foi ordenado  a 15 de Agosto de 1962.

Hoje é dia de festa na Eternidade…

 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cordeiro de Deus… do lado de lá do Atlântico

 

Coro da Diocese de Santo Amaro – Brasil

 

“O Coro da Diocese de Santo Amaro publicou seus primeiros vídeos no youtube. Este é um grande passo para o nosso Coro, e gostaria muito que vocês fizessem parte desse momento. Nosso grupo também cresceu, contando agora com mais de vinte membros. Assim, apresento-lhes alguns vídeos que ilustram o nosso repertório atual, em português:

- O Defensor, o Espírito Santo (M. Frisina): http://www.youtube.com/watch?v=jPM53TAvfXI&feature=channel&list=UL

- Cordeiro de Deus (Joaquim dos Santos): http://www.youtube.com/watch?v=552daxGIMm8

- Fiz de ti a luz das nações (C. Silva): http://www.youtube.com/watch?v=UN8bBKagBYQ&feature=channel&list=UL

- Aleluia: http://www.youtube.com/watch?v=fFZcaooKuD8&feature=channel&list=UL

Convido-os, portanto, a assisti-los e a enviar-nos suas críticas e sugestões.

Para nós, é uma alegria ver a qualidade a que o Coro da Diocese chegou em tão pouco tempo de estrada. E, também, serve-nos como ponto de partida para um contínuo e necessário aprimoramento.

É com alegria que também divulgamos nossos cursos abertos e totalmente gratuitos de percepção, técnica vocal, cantos da missa e prática de canto individual para os coralistas. Clique aqui para informar-se.

Se você deseja receber os nossos futuros vídeos, inscreva-se no canal corosantoamaro, no youtube.

Ajude-nos a divulgar o nosso trabalho!

Abraços a todos,

CORO DA DIOCESE DE SANTO AMARO

S. Exa. Dom Fernando Antônio Figueiredo, o.f.m.

Bispo diocesano de Santo Amaro

Monsenhor Roberto Silva

Pároco da Paróquia N. Sra. de Fátima (Veleiros)

José Loyola

Organista

Rafael Carvalho de Fassio

Regente

Visite-nos em http://corosantoamaro.wordpress.com

domingo, 24 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Fantasia Concertante | Violino, 2 Clarinetes e piano

 

De um concerto onde se apresentaram várias obras do Padre Joaquim dos Santos, aqui fica mais este documento precioso.

IPSAR_2005

Fantasia Concertante para violino, 2 clarinetes e piano

Yakov Marr, violino
Vítor Matos, clarinete
Domingos Castro, clarinete
João Paulo Teixeira, piano


Gravado em concerto na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma no dia 16 de Abril de 2005

Captação áudio: Antonio Cenciarelli (2005)
Captação vídeo: Cipriana Pinto (2005)
Mistura: Nuno Costa (2012)

sábado, 9 de junho de 2012

Marimba e Piano | Diálogo por Joaquim dos Santos

IPSAR_2003
Gianluca Ruggeri marimba
Álvaro Lopes Ferreira piano


Gravado em concerto na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma no dia 8 de Novembro de 2003, Instituição que muito apoia as Artes, a Música em particular. Num tempo de tantas rupturas com o ser criador é tão bom sentir este palpitar da/na Igreja.

domingo, 3 de junho de 2012

Mil vezes seja louvado – cântico

À semelhança do que fez Manuel Faria, também Joaquim dos Santos escreveu alguns cânticos com refrães bem marcados por traços associados à música tradicional portuguesa. Mil vezes seja louvado é um dos exemplos do qual se possui gravação. Cântico ao louvor do Sagrado Coração de Jesus o qual se celebra com especial vigor no mês de Junho.

Grupo Vocal Ançã-ble, 2008

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ave Maria – Joaquim dos Santos

Algures em 1960, ainda no Seminário, Joaquim dos Santos dá os seus passos na arte da composição.

Ave Maria para coro misto e órgão com a habitual interpretação do Grupo vocal Ançã-ble.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tomai, Senhor, e recebei | Grupo Vocal Ançã-ble

Os irmãos Miranda até podia ser o nome de uma empresa familiar, pois claro, de venda a retalho. Assim daquelas empresas que já existem há muitos anos e continuam a vender aqueles produtos simples e únicos que não queremos abdicar de ter. Bom… na realidade, os irmãos Miranda são mesmo uma empresa de venda a retalho! Vendem produtos simples que existem há muito e quando os descobrimos não queremos abdicar deles. A moeda de troca para este negócio processa-se no íntimo de cada um. Se nos tocar, se nos comover, automaticamente pagamos o melhor preço por cada pérola vendida por esta empresa. Pois bem, os irmãos Miranda de Ançã têm mais esta pedra preciosa na caixa forte da casa; está com um preço elevadíssimo! Todas as prestações são tocantes, comoventes. Que gosto poder pagá-la todos os dias.

Grupo Vocal Ançã-ble, 2008 (irmãos Miranda)

sábado, 12 de maio de 2012

Joaquim dos Santos em conversa | Entrevista

Entrevista inserida na Tese de Mestrado de Celina Martins Teixeira (UAveiro)
título:
O tríptico para órgão de Manuel Faria no contexto do repertório organístico do séc. XX

orientador:
Zoudilkine, Evgueni

palavras-chave:
Análise musical
Música para órgão
Dodecafonia

data de publicação:
2008

editor:
Universidade de Aveiro

resumo:
O trabalho apresenta uma análise e revisão do Tríptico para Órgão (1963) de Manuel Ferreira de Faria (1916-1983). Como contextualização é traçado um perfil da trajectória do compositor e um enquadramento da linguagem desta obra na produção musical de Manuel Faria e no contexto do repertório organístico do séc. XX. A obra em questão é também analisada comparativamente com a sua própria versão orquestral – Tríptico Litúrgico (1968).

descrição:
Mestrado em Música
O tríptico para órgão de Manuel Faria no contexto do repertório organístico do séc. XX

Breve nota biográfica
O Rev. Dr. Joaquim Gonçalves dos Santos nasceu em Riodouro, Cabeceiras de Bastos em 1936 e faleceu no Hospital de Fafe [em Moimenta] em 24 de Junho de 2008.
Iniciou os seus estudos musicais no Seminário de Braga, tendo aí estudado Harmonia com Manuel Faria. Em 1963 foi para Roma, aí permanecendo até 1969, ano em que conclui o curso de Canto Gregoriano, Composição e Órgão. Durante esta estadia, manteve Manuel Faria a par das novas correntes da composição. Para além de uma intensa actividade docente, por altura da morte de Manuel Faria, foi escolhido para “completar” parte da sua obra, nomeadamente:
  • 12 Antífonas e salmos;
  • Orquestração da Missa de Nossa Senhora de Fátima (original para coro e órgão);
  • Missa em Honra de Nossa Senhora do Sameiro (original para uma e duas vozes e órgão) apresentada por Joaquim Santos para coro a 4 vozes mistas e orquestra de sopros.

EntrevistaEntrevista realizada pessoalmente, a 21 de Dezembro de 2007 às 13h00 em Braga.
Após a transcrição, o texto foi conferido pelos respectivos intervenientes.
Conversa informal entre JS e DP sobre Manuel Faria, evocando memórias do compositor.

DP [Domingos Peixoto] – O Dr. Joaquim Santos foi o principal e mais directo discípulo de Manuel Faria.
CM [Celina Martins]– Que memória guarda dos seus estudos com Manuel Faria?
JS [Joaquim dos Santos] – São muitas, uma vez que estudei largos anos com ele, desde as primeiras lições de Harmonia até à minha ida para Roma.
DP – Pois eu também tive com o Dr. Faria as minhas primeiras lições de Harmonia, no ano de 1961-62, em S. Tiago.
JS – Pois foi! De lá, eu segui para Roma.
DP – Lembro-me perfeitamente dos seus conselhos para a realização dos primeiros exercícios – os que agora damos aos nossos alunos na iniciação ao Baixo Cifrado. Dizia-me o Dr. Faria: “Mantém as notas comuns e deixa-te de aventuras!”
JS – Tertia numquam duplicatur: a terceira nunca se duplica (embora às vezes até se duplique!)... Eu comecei com o David Oliveira e o Macedo. O David continuou, mas o Macedo, não… Foi um trabalho bastante duro … mas com muita paixão.
DP – Eu lembro-me de ver o Dr. Santos apresentar-se também a tocar piano nas festas do Seminário!
JS – É verdade. Mas quando me comecei a dedicar mais a sério à composição – que me interessava mais –, o piano foi ficando para trás!....
CM – Voltemos a Manuel Faria. Como era ele enquanto professor?
JS – Manuel Faria era um compositor e professor extraordinário, com grande atenção e disponibilidade para os alunos. Tinha uma linguagem muito própria, utilizando uma escrita, ora mais complexa, ora muito simples.
DP – Foi precisamente esta capacidade de transmitir sentimentos profundos através de uma escrita muito simples que sempre me impressionou ao ler, sobretudo, os seus acompanhamentos da liturgia.
CM – Disse há pouco que Manuel Faria tinha uma linguagem muito própria. Ele impunha a sua linguagem aos alunos?
JS – Ele dava os seus conselhos e corrigia o que tinha a corrigir; mas, no fundo, dava liberdade a cada um para escrever com mais ou menos ousadia.
CM – Deixando as questões gerais, vamos ao Tríptico. Sabemos que recolheu algumas opiniões sobre esta obra, reflectindo certa estranheza pela linguagem utilizada.
JS – Ah! Sim! Em Roma… no meu segundo ano (em 1964, se me não engano), levei, a pedido do Dr. Faria, a partitura para entregar a um antigo professor dele, um grande organista – Ferruccio Vignanelli. Ele levou-a, viu a partitura e, dali a alguns dias, trouxe-a de volta e disse-me assim: “o Padre Faria é um homem extraordinário, um grande artista; mas, esta música, eu não lha toco, porque não é do meu gosto”. Com toda a sinceridade e simplicidade, este grande professor, com perfil aristocrata, manifestou que essa música não passaria pelos filtros do seu gosto. É uma peripécia engraçada!
CM – Mas creio que mostrou a partitura a outro professor. Teve idêntica reacção?
JS – Não foi igual, mas também foi apontado um aspecto que parecia contraditório. Mostrei a partitura, desta vez, ao meu professor de Composição, que apreciou muito a obra no seu conjunto. Apenas punha em causa a possibilidade de uma fuga ser dodecafónica. Discutimos, enfim, falámos (eu não tinha autoridade nenhuma à beira dele) sobre a fuga. Era um compositor bastante moderno na linguagem; escrevia muito bem e com certo atrevimento. No entanto, nos seus critérios, uma fuga tinha de ser tonal – tónica, dominante, 6º grau, etc. e não dodecafónica ou atonal. Mas, no fim da nossa conversa e discussão, lá se mostrou, por assim dizer, rendido!... No final, ele deu-me a entender que a peça podia ser mesmo assim, com uma fuga numa linguagem não tonal.
CM – Procurando enquadrar a linguagem do Tríptico, no tempo em que Manuel Faria foi aluno no Pontifício Instituto de Música Sacra (PIMS), quais eram os autores estrangeiros de maior influência?
DP – Certamente Bartók, Stravinsky, Hindemith?
JS – Mas haveria também os italianos: Pizzetti3, que foi um grande compositor. Foi professor do meu professor de Composição. Ainda cheguei a conhecê-lo. Uma curiosidade: quando Pizzetti queria ouvir um trabalho seu como devia ser, chamava um aluno para o tocar no piano. Ora este Pizzetti deu aulas particulares ao Dr. Faria, creio que no primeiro ano da sua estadia em Roma, se me não engano. E, analisando o estilo de Faria, vemos lá a influência do Pizzetti, do Casella e outros.
CM – O Alfredo Casella4 também foi professor de Manuel Faria?
JS – Não foi. Mas quero dizer que, embora não estivesse “na moda”, era um compositor muito influente nessa altura. Outros havia como, por exemplo, Malipiero5, que o não eram tanto.
CM – Depois do seu curso no PIMS, Faria manteve o contacto com os compositores italianos?
JS – Sempre. E a prova é que ele lá voltou, mais tarde. Eu sei que ele estava a par de tudo o que nos anos 60 se fazia em concertos ou se publicava em livros. Quando eu estava a estudar em Roma e nos encontrávamos cá, por altura das férias, ele dizia-me: “Oh Santos, tu informa-me do que se passa!”. Eu mandava-lhe programas de concertos; mandava também coisitas que eu ia fazendo e, por vezes, recortes de jornais com a minha crítica. Eu ouvia falar de um compositor (de cujo nome não me lembro agora), que era muito famoso pela música que escrevia para os filmes de Frederico Fellini6. Agora já o admiro mais, mas na altura não lhe encontrava grande qualidade, apesar de ser muito chamado para os concertos de Santa Cecília. Era uma música comercial que me dizia.
DP – Era certamente o Nino Rota7
JS – Era esse mesmo.
CM – O Dr. Santos conhece certamente o livro de Cristina Faria sobre o tio.
JS – Sim. Fez sobre ele a sua tese de mestrado em Ciências Musicais.
DP – Foi editada em 1997 pela Câmara de Vila Nova de Famalicão. Tem uma introdução interessante e o catálogo das obras.
CM – Vamos voltar à questão das linguagens. O Tríptico nada tem a ver com a primeira obra de referência – a Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima8 – nem com as últimas obras corais.
JS – Sem dúvida. Para o Dr. Faria não havia paragens. Ele estava sempre actualizado; perguntava-me por tudo o que se publicava. E lá ia eu, sobretudo à Ricordi, vasculhar tudo e ver o que havia de publicações novas. Às vezes mandava-lhe, além do que ele queria, alguns recortes de jornais. Lembro-me que um dia lhe mandei o recorte de um jornal com uma crítica muito favorável de uma peça do tal compositor de música para filmes, de que falei há pouco – Nino Rota. Mas eu disse assim: “Dr. Faria, não se acredite, que isto é mentira! A peça não presta!”. Realmente era música cronometrada para a duração de cada cena, que não me dizia nada. Para mim, aquilo eram farrapos… Aquele estilo é gongorismo, como se diz… mera retórica.
DP – Mas há boa música de filmes.
JS – Claro. Há bandas sonoras de filmes, que não desdizem da qualidade da música. Esse compositor até tem um concerto para harpa muito bonito.
CM – O que é que levou Manuel Faria a voltar a Roma, já depois de um curso feito, depois de quase vinte anos de experiência? O que o fez voltar aos bancos da escola?
JS – Ele nunca falou comigo sobre isso. Mas a resposta já está dada, na sua permanente actualização de que já falámos: ele estava a par de todas as correntes modernas, desde Stockhausen até à música electrónica, embora não tenha ido por esse caminho.
CM – Foi realmente Petrassi que fez Manuel Faria voltar a Roma? Haveria alguma afinidade estilística entre os dois?
JS – É verdade. Embora começasse por estudar com Enrico Vito na famosa Academia Chigiana em Siena, veio, pouco depois, trabalhar com Petrassi em Roma. O Petrassi também nunca enveredou pelas correntes de vanguarda, apesar de muito bem conhecer todas as técnicas! Foi certamente o prestígio deste grande compositor que atraiu Manuel Faria para a sua “actualização” em Roma. De resto, o próprio Luciano Berio9 foi discípulo de Petrassi e, provavelmente, encontrou-se com Manuel Faria.
CM – Manuel Faria esperou até 1960. Porquê tão tarde? Por questões de dinheiro?
JS – Ora bem, se calhar, não pôde ir antes, senão tê-lo-ia feito, dada a sua preocupação de estar actualizado e sempre bem documentado. Penso que os seus afazeres e responsabilidades no Seminário de Braga não lhe deram oportunidade para ir mais cedo. O dinheiro também não era muito; o Dr. Faria levou sempre uma vida muito simples e austera.
DP – Eu sei que o Dr. Faria era muito apegado à família e aos amigos. Talvez isso tenha tido alguma influência
JS – Sem dúvida. Ele foi sempre muito apegado aos seus, sobretudo à sua mãe. Deixe-me acrescentar que ele foi convidado várias vezes, inclusivamente pelo próprio Mons. Anglès – que era o Presida do Instituto quando eu fui para lá – para aí ser professor e não aceitou, precisamente porque não queria deixar a mãe e estava muito comprometido com os trabalhos dele e com os amigos.
Enfim, sentia-se bem aqui.
CM – Foi preciso uma bolsa da Gulbenkian para “cortar amarras”. Como conseguiu a bolsa?
JS – O Dr. Faria era muito amigo do Maestro Frederico de Freitas, que tinha grande apreço pelas suas obras. A influência que, nessa altura Frederico de Freitas tinha na Gulbenkian, certamente que facilitou a obtenção da bolsa e a estadia em Itália.
CM – Temos aqui um enigma no título do Tríptico: “Tríptico para Órgão” na versão original e “Tríptico Litúrgico” na versão para orquestra.
DP – De facto, é curioso que a palavra “litúrgico” apareça na versão que não é para a igreja e seja omitida na versão original – para o instrumento que tem uma ligação histórica à liturgia. Parece que deveria ser o contrário!
JS – Ora bem, eu não tenho autoridade para ler o que ele terá pensado. O que todos nós sabemos é que o Dr. Faria era uma pessoa muito inteligente. Ele sabia que em Lisboa, naquele tempo (e, se calhar, ainda hoje), havia algum desdém pelas pessoas do norte!… Era o que eu sentia com colegas de Lisboa…
DP – Deixe lá, que eu também cheguei a ouvir queixas do Dr. Faria sobre esta atitude.
CM – Terá sido então uma espécie de “catequese” dirigida ao público lisboeta?
JS – Quem sabe? Talvez! Quando a versão orquestral do Tríptico foi apresentada na capital, os lisboetas não gostaram e as críticas foram muito esquisitas. Diziam que aquela peça de orquestra era para órgão e cheirava a música de igreja. Estavam informados, certamente, uma vez que fora escrita para um concurso nacional de composição.
DP – O Dr. Santos esteve na estreia da versão orquestral do Tríptico?
JS – Sim. Eu estive lá. O violinista, que era o Vasco Barbosa10, no final do concerto veio ter comigo para me cumprimentar, perguntando-me se eu era o Padre Faria. Respondi-lhe: “Não, não sou. Mas ele está por aí”. Eu não li os jornais. Apenas ouvi falar que teceram uma crítica, passe a expressão, com “dores de cotovelo”!
CM – Mudando de assunto, temos aqui uma outra questão: Por que razão, nesse ano, a peça de concurso nacional de composição foi destinada ao órgão (Tríptico de Manuel Faria e Sonata de Igreja para festejar a noite de Natal, de Frederico de Freitas)?
DP – Eu penso que se deve ao interesse da Gulbenkian pelo órgão de tubos, que se viria a traduzir nos primeiros restauros de órgãos históricos (Sés de Faro, Évora e Porto e Capela da Universidade de Coimbra) e na aquisição do órgão novo da Sé de Lisboa.
JS – E talvez com a criação do Centro de Estudos Gregorianos.
DP – Claro. O Centro de Estudos Gregorianos de Lisboa – fundado pela Sr.ª D.ª Júlia d’Almendra – viria a ser a principal escola de Órgão em Portugal, onde leccionou Jean Guilou e, depois, Antoine Sibertin-Blanc, o pai da escola organística portuguesa. Além disso, não esqueçamos que Frederico de Freitas foi professor desta escola e presidente da Liga dos Amigos do Canto Gregoriano.
CM – Já agora: concurso “Carlos Seixas”, porquê?
DP – Julgo que, nessa época, Carlos Seixas era o compositor português mais conhecido além fronteiras. Embora já estivesse em curso a publicação da série Portugaliae Musica (o 1.º vol. das Flores de Música do P. Manuel Rodrigues Coelho11 foi editado em 1959), Santiago Kastner12 tinha já dado a conhecer Carlos Seixas13, através da publicação do 1.º vol. dos Cravistas Portugueses em 1935 e, do 2.º, em 1950.
JS – Lembro-me de os ter comprado em Roma. E, se não me engano, trouxe um exemplar também para o Faria, porque ele também não sabia dessa publicação. E estes livros foram editados na Alemanha!...
DP – Precisamente em Mainz, pela Schott.
CM – Tínhamos aqui uma pergunta sobre a linguagem de obras anteriores ao Tríptico, por exemplo, da Missa de Nossa Senhora de Fátima.
JS – Bom! Como já falámos, a primeira grande obra foi, certamente, a Missa de N.ª S.ª de Fátima. Foi estreada em Roma no fim da guerra, na versão original para coro e órgão. Depois (não me recordo se foi no mesmo ano), foi feita também em Viena.
CM – E, mais recentemente, foi orquestrada pelo Dr. Santos e novamente apresentada em Roma.

JS – É verdade. Foi um trabalho que me deu imenso gosto fazer.
CM – E, em termos de caracterização da linguagem?
JS – Digamos que às vezes vai para chavões do modernismo A, do modernismo B ou C. Mas é sempre o Faria. O seu talento e personalidade já lá estão.
DP – Mas não é o Faria dos anos 70.
JS – Claro que não. O que vem a seguir, vem porque ele estava ao par de tudo, ia assimilando novos elementos e estruturando a sua linguagem pessoal.
DP – A obra coral que, se calhar, melhor caracteriza a fase de maturidade de Manuel Faria é a colecção de Responsórios da Semana Santa14.
JS – Sem dúvida nenhuma. Noutro género, há uma grande obra que eu aprecio muito: o Auto de Coimbra15. Ouviu-o?
DP – Não. Conheço o título da obra, mas nunca a ouvi.
JS – Eu ouvi-a nas Caldinhas. Conheço a partitura e fiquei admirado, sobretudo com a orquestra. A encenação, as luzes etc. já não dependem do compositor. Mas os bons artistas pegam na música e… como que a prolongam!... Como linguagem orquestral, fiquei maravilhado! Uma coisa extraordinária. Uma harmonia rica, com grande impacto, cheia de carácter. Uma obra expressiva, mas simples e com certa candura aqui e além. Sei que no princípio começava do nada com os ferrinhos; vinham depois os trombones e ia aparecendo a orquestra. Eu vim de lá encantado!
DP – Vindo para uma obra mais popular, lembro-me de ouvir a Suite Minhota16 no Teatro Circo, em Braga, nos anos 60, dirigida pelo Maestro Silva Pereira.
JS – Também ainda há dias a ouvi. Mas essas obras têm sempre mais impacto. Poderíamos dizer que são “de pompa e circunstância”! Também o Embalo para orquestra é muito popular. Mas digo com toda a franqueza que, na altura, a Suite Minhota foi para mim uma coisa extraordinária! Mais tarde, depois de ouvir muita coisa, já ficava com a impressão de que o Faria a teria escrito de outra maneira.
CM – O Embalo é sempre baseado na melodia de Brahms?
JS – Ele fez várias versões, umas para vozes mistas e outras para vozes iguais ou masculinas, destinadas aos estudantes de Filosofia ou Teologia; mas utilizava sempre esta melodia.
DP – Lembro-me de a cantar regularmente nas festas de Natal.
DP – Celina, temos de libertar o Dr. Santos.
CM – Queria perguntar só mais uma coisa: tem em mente a orquestração do Tríptico?
JS – Não. Como disse, estive presente em Lisboa na estreia pela Orquestra da Emissora Nacional dirigida pelo Maestro Frederico de Freitas, mas … já lá vão muitos anos.
DP – Obrigado, Dr. Santos. Além do gosto em conversar consigo, deu-nos informações preciosas.
JS – Muito obrigado.
DP – E voltaremos a bater-lhe à porta, mas para falarmos sobre as suas obras.
JS – Cá estarei sempre ao dispor.
CM – Muito obrigada!


3 Compositor e professor italiano que viveu entre 1880 e 1968. Enquanto docente trabalhou no Conservatório de
Parma, Instituto Musical de Florença, Conservatório de Milão e Academia de Santa Cecília.
4 Compositor e pianista virtuoso italiano que viveu entre 1883 e 1947. Estudou em Paris, contactando com
grandes nomes da música francesa e conhecendo obras que o deixaram fascinado. Trabalhou na Academia de
Santa Cecília.
5 Francesco Malipiero foi um compositor de óperas italiano que viveu entre 1882 e 1973. Em 1923, juntamente
com Alfredo Casella e Gabriele D’Annunzio criou a Corporazione delle Nuove Musiche. Leccionou Composição em várias escolas.
6 Cineasta italiano que viveu entre 1920-93. Muitas das suas bandas sonoras tiveram a colaboração de Nino Rota. Ao longo da sua actividade recebeu vários prémios e distinções pelo seu trabalho.
7 Compositor italiano que viveu entre 1911-79. Ficou conhecido não só pelas suas obras, mas também por ter
participado nos filmes de Frederico Fellini (1920-93).
8 Obra para quatro vozes mistas e órgão composta entre 1941-45 e estreada em Roma a 20 de Dezembro de 1945. Joaquim dos Santos fez, posteriormente a sua orquestração que foi estreada em Braga em Abril de 1984 pelo Coro da Sé Catedral do Porto e Orquestra Sinfónica do Porto, sob direcção do maestro Gunther Arglebe.
9 Compositor italiano que viveu entre 1925-1993. Dedicou-se à música experimental, deixando uma vasta e
importante obra para voz, seja coro ou poucos solistas.
10 Filho do violinista Luís Barbosa. Depois dos estudos no Conservatório Nacional de Lisboa, obteve diversas bolsas para estudar no estrangeiro, alcançando vários prémios.
11 Compositor e organista português que viveu aproximadamente entre 1555 e 1633. Em 1603 tornou-se organista da Sé de Lisboa e membro da Capela Real. Foi um dos mais importantes compositores ibéricos para tecla, desde Cabezón.
12 Macário Santiago Kastner foi um musicólogo inglês que viveu entre 1908 e 1992. Em 1934 que veio para Lisboa estudar a música antiga portuguesa. Para além de concertista e docente nas áreas de clavicórdio, cravo e outras disciplinas teóricas, destacou-se pelo seu contributo decisivo prestado na redescoberta da música portuguesa antiga e sua divulgação em vários países através de conferências, colóquios e numerosas publicações.
13 Carlos Seixas (1704-72) foi o mais importante compositor português de música para tecla na primeira metade do séc. XVIII.
14 Trata-se de um conjunto de responsórios (para quatro vozes masculinas) para as solenidades da Semana Santa compostos em 1965 e editados em 1993. O manuscrito encontra-se na BGUC [Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra]
15 O Auto da Fundação e Conquista de Coimbra – ópera em 2 actos, sobre libreto de Campos de Figueiredo – foi
composto em 1963 por encomenda da Câmara Municipal de Coimbra para as comemorações do IX Centenário da conquista de Coimbra aos Mouros.
16 Obra de 1956 para grande orquestra com os seguintes andamentos: Malhão, Romance coreográfico (No alto
daquela serra) e Romaria Minhota. A estreia deu-se em Lisboa no ano de 1958.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Mês de Maio – Mês de Maria

Como não podia deixar de ser, composições do Pe. Joaquim dos Santos dedicadas à Santa Mãe de Deus.

Grupo vocal Ançã-ble

 

Grupo vocal Ançã-ble

 

Grupo vocal Ançã-ble

 

Grupo vocal Ançã-ble

 

Manuel Faria (1916 – 1983)

Coro e Orquestra

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mulher da erva | Zeca Afonso – Pe. Joaquim dos Santos

Da colecção de canções de Zeca Afonso que o Padre Joaquim dos Santos harmonizou aqui fica mais um belo momento da arte popular.

Mulher da erva, de melodia sacra, aos olhos de Joaquim dos Santos…

Grupo vocal Ançã-ble

Novamente, as vozes do Grupo Vocal Ançã-ble. Belíssimo.

Publicadas no passado foram: Canção de embalar; Menino do bairro negro; Menino d’oiro e Tecto na montanha.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Aclamai o Senhor – Páscoa

Aqui fica mais um cântico do Pe. Joaquim dos Santos: cantem-no!

Publicado na NRMS 48 (com o respectivo acompanhamento)

Grupo Vocal Ançã-ble, 2008

Aclamai o Senhor, terra inteira,
Cantai a glória do seu nome.


Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome.
Celebrai os seus louvores,
dizei a Deus: «Maravilhosas são as vossas obras»


A terra inteira vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome.
Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua acção pelos homens.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Zeca Afonso por Joaquim dos Santos, novamente!

Coro Misto do Orfeão de Matosinhos com direcção de José Manuel Pinheiro.

 

 

 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Nota

Durante a Semana Santa deste ano, o Coro da Sé Catedral do Porto apresentou, em vários concertos, o Stabat Mater de João Rodrigues Esteves com uma orquestração realizada pelo Pe. Joaquim dos Santos. Aqui fica a referência póstuma para completar a falta desta nota nos programas de concerto.

Nasceu o Sol da Páscoa gloriosa | Cântico

Rosto de Cristo

Cântico composto na década de 70 do século passado; gravado pelo Grupo Vocal Ançã-ble na Igreja de Santo António do Portugueses no ano de 2001; editado em CD nesse mesmo ano; publicado no youtube em 2009 e agora, em 2012, a partitura é dada a todos. A partitura que é apresentada, foi elaborada em 2002 com um acrescento lindíssimo ao órgão. Também por esta altura, realizou uma versão para coro masculino a 4 vozes.

Disponibiliza-se a versão para coro misto a 4 vozes e órgão com as várias “variações”.

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Música na Quaresma | piano solo | Braga | Filipe Cerqueira

Joaquim Gonçalves dos Santos: Nos 75 anos do nascimento, nos 5 anos da obra Impressões Bíblicas “Servite Domino in Lætitia”

Museu Nogueira da Silva, em Braga, dia 4 de Abril, pelas 21:30h

Impressões Bíblicas “Servite Domino in Lætitia” | Moimenta - Cabeceiras de Basto, 11/02/2007

"Salmo 1": Meditação sobre o destino dos bons e dos maus.
(Justorum sors bona; Impiorum mala)
Largo espressivo / Andante grazioso / Adagio Patetico
"Salmo 132": Breve canto ao amor fraterno. A união fraterna é bênção de Deus e é vida.
(Concordiæ fratrum jucunditas)
Andante tranquillo / Andante mosso
"Salmo 99": Hino processional. O Povo de Deus responde ao coro:
                - O Senhor é bom,
                a Sua misericórdia é eterna.
(Jubilate Deo, omnis terra; Servite Domino in lætitia)
Andante grazioso / Più mosso / Meno mosso

Prologus, 6 Impressões musicais do Evangelho de São João  | Moimenta - Cabeceiras de Basto, Natal 2001
In principio erat Verbum - No princípio era o Verbo: Maestoso e Solene
Omnia per ipsum sunt - E todas as coisas por Ele foram feitas: Poco Andante
In ipso vita erat - E n'Ele está a vida: Allegretto
Erat lux vera - E [o Verbo] era luz verdadeira: Ricercare
Et Verbum caro factum est - E o Verbo fez-se carne: Misterioso e Grave
Et Vidimus Gloriam eius - E vimos a Sua Glória: Allegro Vibrante

Frederico de Freitas - 6 peças para piano - 1940-1943Peça IV: "Avezinha caída"
Molto adagio
~~
Os temas das suas obras são maioritariamente de cariz sacro, mas também reflectem uma vasta cultura literária do seu tempo - Miguel Torga, Sebastião da Gama - ou dos clássicos - Fernando Pessoa - ou textos de outras origens, até mesmo não cristãs como o são os "Quatro poemas indianos" para voz solo, violino, clarinete, saxofone e piano que datam de 2006. Joaquim dos Santos nunca deixou de estar informado das novas tendências musicais que imergiam na Europa, nem de aproveitar o que de melhor a sua terra lhe podia dar, dedicando-se à recolha e harmonização de canções populares da Região de Basto, dos anos 70 a meados dos anos 90.
A sua humildade perante a vida levou-o a escolher sempre o caminho mais correcto para com os seus valores de formação cristã, como sejam o respeito pelo outro, a ajuda ao próximo, a apologia do caminho de gratidão pelo que a vida nos dá, apanágio de uma leitura cuidada e apaixonada dos Salmos. Já a antítese do Apocalipse, ou seja, a construção da Humanidade desde o seu prólogo, desde o seu início, é espelhada pela obra "Prologus".
Ouvir Joaquim dos Santos falar-nos através da sua música é uma forma de ouvirmos o que a alma de um cidadão do mundo tem para nos contar.
Alguém que, pela sua vocação humanista, sempre valorizou o que de melhor as culturas nos podem ensinar, sobre o mundo que nos rodeia e, também, sobre nós mesmos; será assim, porventura, alguém que demonstrará na sua obra, ao mesmo tempo, uma força de viver inabalável e a paz de uma vida plena de trabalho. É, como disse Francisco de Almeida Dias, "recordar o poeta que tomou como mote, logo no início da sua carreira sacerdotal e musical", a paixão pela vida.
Um vivência dedicada a Cristo não é, a meu ver, um facto redutor nem deverá pesar na apreciação da sua vasta obra. Pelo contrário, o facto das suas obras aqui apresentadas terem sido escritas na última década de vida, realçam todo um conhecimento musical e uma experiência de vida alicerçados no seu estilo de vida.
Filipe Cerqueira
Concerto mpmp

quarta-feira, 7 de março de 2012

Parce Domine | Motete

Fazia parte do mêtier do Padre Joaquim dos Santos o uso do canto gregoriano. Umas vezes explícito, outras nem tanto; umas vezes apenas usado como motivo para iniciar uma obra, outras como parte integrante do desenvolvimento da mesma.

Seja como for, o Sacerdote Compositor foi sempre fiel à “origem”. Tinha plena consciência da força destas simples linhas melódicas que o canto gregoriano apresenta e usou-as com frequência.

Parce Domine, para coro a 3 vozes mistas, foi composto para ser apresentado, primeiramente, nas Celebrações da Semana Santa na Sé Catedral de Vila Real no ano de 2007. E assim foi. Pelo Coro da Capela das Almas de Cerva. A ligação do Padre Joaquim dos Santos à Diocese de Vila Real e, em particular, à Paróquia de Cerva resultou em momentos musicais muito especiais – desde as canções populares sobre os trabalhos do linho até às cantatas em colaboração com, o então Bispo da Diocese, D. Joaquim Gonçalves.

A obra aparece agora no youtube numa gravação boa. Pela voz do Oitava Ensemble surge esta oportunidade importante para a audição do motete pleno de energia. Um bem-haja! Um grupo jovem disposto a (re)descobrir um repertório sacro pouco usado.

Gravado em Concerto, Santiago de Bougado, 3 de Março de 2012 com a direcção de Simão Cardoso
 
 

Parce Domine, parce populo tuo: ne in aeternum irascaris nobis.

Miserere mei Deus, secundum magnam misericordiam tuam.

Perdoai Senhor, perdoai ao vosso povo e não vos ireis contra nós eternamente. 

Tende piedade de mim ó Deus, segundo a vossa grande misericórdia.

Oitava Ensemble