quarta-feira, 31 de março de 2010

Via Crucis | Quarta-Feira-Santa

foto por Joana Gerreiro Silva

Via Crucis

  • Sétima estação: Jesus cai pela segunda vez

Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara do seu furor. Ele me guiou e me fez andar nas trevas e não na luz... Murou os meus caminhos com pedras lavradas, obstruiu as minhas veredas... Ele quebrou os meus dentes com cascalho estendeu-me na cinza (Lm 3,1-2.9.16). Não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas enfermidades, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, excepto no pecado (Hb 4,15).

  • Oitava estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém

Grita do teu coração ao Senhor, ó virgem, filha de Sião; faz derramar como torrente as tuas lágrimas... levanta para Ele as mãos pela vida dos teus amados filhos que morrem de fome em cada esquina da rua (Lm 2,18.19).

Grande multidão O seguia, e as mulheres batiam no peito e lamentavam-se por causa d'Ele. Jesus, porém, voltando-Se para as mulheres, disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis sobre Mim, mas antes sobre vós mesmas e sobre os vossos filhos. Dias virão em que se dirá: Felizes as estéreis cujas entranhas nunca deram à luz e cujos seios nunca amamentaram. Pois se tratam assim o lenho verde, o que acontecerá com o seco?" (Lc 23,27-29.31).

  • Nona estação: Jesus cai pela terceira vez

É bom que o homem carregue o seu jugo desde a juventude. Que esteja sozinho e fique calado, quando a desgraça cai sobre ele; que ponha a sua boca no pó; talvez haja esperança; que dê a cara a quem o fere até se fartar de insultos, porque o Senhor não o rejeitará para sempre... Embora castigue, também terá piedade segundo a Sua grande misericórdia (Lm 3,27-32) .

Vinde a Mim, vós todos que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração (Mt 11,28-29).


terça-feira, 30 de março de 2010

Via Crucis | Terça-Feira-Santa

por Luisa Branco

Via Sacra

  • Quarta estação: Jesus encontra sua Mãe

Simeão disse a Maria, sua mãe: "Eis que este menino vai ser motivo de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição, para que se revelem os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada trespassará a tua alma". Sua mãe conservava todas estas coisas em seu coração (Lc 2,34-35.51).

  • Quinta estação: Jesus é ajudado por Simão de Cirene

Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, de nome Simão e obrigaram-no a carregar a cruz de Jesus (Mt 27,32).

Jesus disse aos Seus discípulos: "Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me" (Mt 16,24).

  • Sexta estação: Verónica enxuga o rosto de Jesus

Não tem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia que nos leve a apreciá-l'O. Desprezado e rejeitado por todos, homem das dores, familiarizado com o sofrimento; como alguém diante do qual se esconde o rosto... (Is 53,23).

Oiço o meu coração dizer:
"Procurai a Minha face"; a Tua face, Senhor, eu procuro. Não me escondas a Tua face! (SI 27,8-9)



segunda-feira, 29 de março de 2010

Via Crucis | Segunda-Feira-Santa

No ano de 2004, o Maestro Joaquim dos Santos trilhou os caminhos sinuosos e dolorosos da Via Sagrada, aqueles que levaram Jesus ao Calvário e à necessária Morte…

Não foi esta a primeira vez que Joaquim dos Santos abordou os temas tão profundos e exigentes fortemente vinculados à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para trás ficam as várias abordagens ao texto do Stabat Mater, as incursões muito distintas na Paixão de São Mateus e Paixão de São Lucas, os textos da Semana Santa Crucem tuam e Christus factus est, o singular Pianto de la Madonna entre outras obras mais simples.

Via Crucis é uma obra para Orquestra de Sopros com Coro ad libitum. Estreada na Igreja de Santa Cruz (Braga) a 21 de Março de 2005 pela Orquestra de Sopros da Academia Valentim Moreira de Sá e o Coro Convívio (Guimarães) sob direcção do maestro Vítor Matos.

A organização da obra está totalmente dependente das várias estações que compõem a Via Sacra. Neste caso são catorze andamentos. Meditações musicais que procuram ser uma mensagem clara e marcante de cada momento vivido na Via Crucis.

foto de Rui Meca - Valinhos, Fátima

A presente gravação foi realizada no Instituo Português de Santo António em Roma no dia 31 de Março de 2006. A obra foi tocada pelos Fiati dell’Orchestra Sinfonica Tiberina com direcção do maestro Ferreira Lobo. CD200612

Durante toda a Semana-Santa, serão publicadas todas as estações da Via Crucis.

Via Sacra

  • Primeira estação: Jesus é condenado à Morte

Disse-lhes Pilatos: "Que hei-de fazer então de Jesus chamado Cristo?". Eles responderam: "Seja crucificado!". E ele acrescentou: "Mas que mal fez Ele?". Eles então gritaram mais forte: "Seja crucificado!". Então soltou-lhes Barrabás e, depois de ter feito flagelar Jesus, entregou-O aos soldados para que fosse crucificado (Mt 27,22-23.26)

  • Segunda estação: Jesus carrega a cruz às costas

Então os soldados do governador, levando Jesus para o Pretório, reuniram toda a corte. Despiram-n'O e puseram-Lhe uma capa escarlate e, tecendo, uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e uma cana na mão direita; e depois, enquanto se ajoelhavam diante d'Ele, faziam troça, dizendo: "Salve, rei dos judeus!". E cuspindo n'Ele, tiraram-Lhe a cana e batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois, despiram-Lhe a capa escarlate, vestiram-n'O com as suas vestes e levaram-n'O para 0 crucificar (Mt 27,27-31).

  • Terceira estação: Jesus cai sob o peso da cruz

Ele carregou os nossos sofrimentos, tomou sobre Si as nossas dores como alguém que merece castigo, e é ferido por Deus e humilhado. Ele foi trespassado pelos nossos delitos, esmagado pelas nossas iniquidades. O castigo que nos dá a salvação, caiu sobre Ele; por Suas feridas nós fomos curados. Todos nós andávamos errantes como um rebanho, seguindo cada qual o seu caminho; O Senhor fez cair sobre Ele a nossa iniquidade (Is 53,4-6).


Maestro Ferreira Lobo & Pe. Joaquim dos Santos

Ver evento em IPSAR




terça-feira, 23 de março de 2010

Em “alta” Quaresma… aqui fica…

Por várias vezes, falei destas pérolas musicais mas não há altura do ano mais apropriada para se executarem os tão interessantes cantos populares, dedicados às Almas, como esta do tempo de Quaresma… Os mais famosos cantos, feitos em português, serão os de Fernando Lopes-Graça mas as Encomendações da autoria do Maestro Joaquim dos Santos são de uma beleza igualmente únicas...

  1. Acorda, acorda pecador
  2. Pecador adormecido

Até ao momento são os cantos populares, com esta temática, que conheço do Maestro. O primeiro para coro misto a 3 vozes e o segundo para coro misto a 4 vozes. Pecador adormecido tem uma transcrição da minha autoria, feita a pedido do Dr. Santos, realizada a partir de uma obra orquestral que utilizava o tema popular. Esta está disponível aqui mesmo. Para adquirir Acorda, acorda pecador basta fazer o pedido para casadacasinha@gmail.com.

 Pecador Adormecido

 

 

 

 

 

 

 

Espero que possam gostar!

sábado, 20 de março de 2010

Nova Revista de Música Sacra 133

Capa NRMS 133

Nova publicação de cânticos do Pe. Joaquim dos Santos. Dois sobre o Espírito Santo, são eles: O Espírito do Senhor & Vinde, Espírito Divino. O primeiro para uma voz e órgão e o segundo para duas vozes iguais (género cânone) e órgão.

Penso que esta será a última incursão, da minha parte, no tema NRMS e suas contradições no que refere à obra, memória e respeito pelo Pe. Dr. Joaquim dos Santos.

Para dizer a verdade, já nem sei o que pensar. Dentro da Igreja há quem faça o que quer, escreva o que lhe apetece e ninguém, de autoridade, se digna a repor a verdade, a fazer correcções, a chamar a atenção a quem não está a agir dentro dos princípios que deveriam andar de mão dada com a verdade e etc… mas se realmente fazem estas correcções internas, eu nada conheço (também não tenho que conhecer), mas são tão subtis que se revelam inúteis. Já não faço ideia…

Tudo se resume ao número 128 da Nova Revista de Música Sacra. Nesse número do trimestre Outubro, Novembro e Dezembro de 2008 a Direcção decide publicar o tradicional número IN MEMORIAM que visa honrar a memória de um colaborador (neste caso compositor) falecido.

Pois bem, numa decisão infeliz, a Direcção da NRMS decide que o número IN MEMORIAM do Padre Joaquim dos Santos honraria a sua memória com um pequeno texto de evocação e nenhuma partitura da sua obra, alegando, e isto é que é grave, que “Todos os cânticos que escreveu para a NRMS foram publicados. Os últimos encontram-se no triplo número 125-127, dedicado aos Fies Defuntos.” (em NRMS 128, página 1, 6º parágrafo, ano 2008) Podia dar-se o facto de tal coisa ser verdade mas não era o caso.

Logo de seguida, afinal os últimos cânticos encontram-se no número 130 e agora neste 133. Afinal são publicadas obras daquele que nada tinha para se publicar no número 128 - IN MEMORIAM. Juntando estes cânticos a mais alguns que sei que foram enviados e não estão ainda publicados… dava um belo volume de música litúrgica que muito honraria a sua memória na altura certa.

Surge agora na Apresentação da NRMS 133 uma nota digna de uma reflexão que dá frutos demasiado rápidos. Diz o seguinte: Apesar de não terem sido pedidos para as páginas da revista, inserem-se aqui dois títulos da autoria do falecido J. Santos, que os tinha disponibilizado “para quando fosse oportuno”, como fizeram outros compositores, a convite da Direcção. Acabo eu de ler a nota da NRMS 128 que diz que Todos os cânticos que escreveu para a NRMS foram publicados (…) mas afinal leio na NRMS 133 que J. Santos tinha disponibilizado outras peças para a NRMS a convite da Direcção. Acho que vou ficar confuso! Bem… a vontade de escrever com ironia até ameaçou, mas deixemos isso para outros assuntos.

Se os cânticos foram entregues pelo Dr. Joaquim dos Santos à NRMS é evidente que eram para ser usados quando fosse necessário… ou seja, para uma publicação! (Não fosse a Nova Revista de Música Sacra um organismo de publicações trimestrais de música sacra.) Com certeza que o Dr. Santos não entregou as peças para ficarem no arquivo ou para deleite de uma consulta privada da Direcção… Venham de lá os outros porque, continuo a dizer, o adverbio de modo nem antes da frase: Todos os cânticos que escreveu para NRMS foram publicados… faz muito sentido, ainda.

Por mim está tudo dito. Não toco mais neste assunto. A NRMS é livre de fazer o que melhor entender com o património musical que possui. Todos cometemos falhas mas não assumir essas falhas, fazer de conta que está sempre tudo correcto é que chateia. Bem… fazer de conta que está sempre tudo bem chateia muito mas muito mesmo.

Nuno Costa

Lista de cânticos, actualizada, publicados na NRMS

quinta-feira, 18 de março de 2010

Academia em honra de S. José | 18.III.961

Há 49 anos, os alunos do 5º ano do Seminário Conciliar de Braga, promoveram a sua Academia em honra de S. José. Aqui apresentaram-se, cada um, com a sua arte e saber… Desde a recitação de poesia em português e em inglês (!), à apresentação de uma Sonata de Mozart, esta Academia contou com a participação de muitos alunos ligados às Artes e claro está, Gonçalves dos Santos também deixou aqui a sua marca com a estreia de duas peças para coro a 4 vozes iguais. Cantigas da minha terra (letra de Jorge Coutinho) e Ora viva a pândega (canção popular).

Programa de Concerto - frente Programa de Concerto - verso

Também Fernandes da Silva e até mesmo o próprio Manuel Faria viram, neste dia, obras suas estreadas pelo orfeão. Todas as peças com poesia/texto de Jorge Coutinho.

Infelizmente, ainda não consegui encontrar a partitura de Ora viva a pândega… apenas uns rascunhos.

Aqui fica esta curiosidade…

quinta-feira, 11 de março de 2010

Conservatório de Santa Cecília | Roma, 1963 – 2010 | Joaquim dos Santos

Em 1963 iniciou os seus estudos no Pontifício Instituto de Musica Sacra em Roma. Para tal, foi-lhe atribuída, nesse mesmo ano lectivo, uma bolsa de estudos pelo Instituto Italiano da Cultura e, posteriormente, a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa pelo período de quatro anos (anos lectivos de 1964/65 a 1968/69). (…)

Em Roma, Joaquim dos Santos também frequentou o Conservatório de Santa Cecília onde fez o Curso de Direcção e Interpretação Polifónica.

Pois bem, aqui fica um pequeno roteiro que nos leva ao Conservatorio di Santa Cecilia em Roma…


Ver mapa maior

Placa da Via dei Greci, onde se situa o Conservatório de Santa Cecília (Roma)

Edifício do Conservatório do lado direito

Rua que dá acesso ao Conservatório 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.conservatoriosantacecilia.it/

Uma estreita via de Roma, com a sua beleza inerente… como praticamente tudo no centro histórico da cidade eterna.

domingo, 7 de março de 2010

Morreu o maestro Gunther Arglebe

O maestro Gunther Arglebe faleceu ontem, sexta-feira, aos 77 anos. O corpo do músico encontra-se em câmara-ardente na sua residência, em S. Félix da Marinha de onde sairá, na segunda-feira, às 9.30 horas, para o tanatório do cemitério n.º 2 de Matosinhos.

Gunther Arglebe nasceu no Porto, em 1933, onde iniciou, aos 12 anos, estudos de flauta e violino no Conservatório. Integrou a Orquestra Sinfónica do Porto na sua fundação, em 1947, mas foi na Alemanha que se formou em direcção de orquestra.

O maestro esteve ligado a vários grupos do Porto, nomeadamente a Orquestra de Câmara Pró-Música e o Círculo Portuense de Ópera, assim como o Orfeão Universitário do Porto, do qual foi regente até 1969, altura em que foi dirigir a Orquestra Sinfónica. Escolheu Gaia para viver e Gaia reconheceu-lhe o afecto - o maestro Arglabe recebeu a Medalha Grau Ouro do município.

O vereador da Cultura gaiense, Mário Dorminsky, pupilo do maestro no Círculo Portuense de Ópera descreveu-o como um homem com uma "fantástica vida de melómano" que "sempre soube fundir os prazeres da música com os da vida". ver no dn

Missa solene em honra de Nossa Senhora de Fátima | artigo

"Dos compositores portugueses, (...), foi sem dúvida o contacto com o compositor Manuel Faria que o conduziu [Joaquim dos Santos] a um estilo enquadrado na estética contemporânea da Música Sacra Portuguesa. Tendo em conta a comunhão de Joaquim dos Santos com os princípios criativos do último, dois elementos da Comissão de Música Sacra solicitaram-lhe que fizesse a transcrição para Coro e Orquestra da Missa Solene em Honra de Nossa Senhora de Fátima [de Manuel Faria], inicialmente para coro a 4 vozes mistas e órgão. Este trabalho foi executado por Joaquim dos Santos sob grande tensão emocional, uma vez que o compositor acompanhava simultaneamente o seu pai que se encontrava doente. A estreia desta obra teve lugar na Igreja de São Lázaro, em Braga, a 13 de Abril de 1984. A execução esteve a cargo da Orquestra Sinfónica do Porto e do Coro da Sé do Porto, sob a direcção do Maestro Gunter Arglebe."

Importa dizer que nos últimos anos também foi Maestro na Orquestra do Norte…

terça-feira, 2 de março de 2010

Exposição | Joaquim dos Santos e a Banda de Cabeceiras | expositor 8

Expositor 8. Banda Cabeceirense 

“Paralelamente às actividades docentes, Joaquim dos Santos dedicou-se nas últimas quatro décadas da sua vida ao serviço da Banda Cabeceirense e ao seu Grupo Coral, assim como o Grupo de S. Miguel de Refojos.

Assumiu durante um ano a presidência da Assembleia Geral da Banda Cabeceirense, à qual esteve ligado até à sua morte. Em 1971 torna-se membro responsável pela formação musical pelos alunos mais novos.

Para além destes cargos acumulou ainda a função de director, sempre que a banda tinha actuações em cerimónias litúrgicas. Foi para esta função que Joaquim dos Santos compôs várias obras para coro e banda, nomeadamente os “Sete Cânticos Litúrgicos”; a Missa Cantata escrita em 1987; o “Hino Jubilar das Bodas de Diamante da Diocese de Vila Real” composto em 1996, para Canto e órgão dedicado ao Senhor Bispo de Vila Real; fez também a instrumentação da obra “Aos pés da Cruz” para a festa do Senhor da Piedade em Montalegre.

No Norte do país, as Bandas executam com frequência obras de Joaquim dos Santos: […] De há muito que as bandas que nos tocam nos arraiais das romarias tomam parte também nos actos litúrgicos das respectivas festas religiosas. Mas geralmente em condições defeituosas, senão deploráveis. O P. Joaquim Santos demonstrou ali efectivamente como se pode e deve fazer uma participação digna da banda musical na Liturgia, transformando o conjunto seleccionado numa espécie de órgão básico, como se faz nos países germânicos […]                    Diário do Minho, Março de 1978

Joaquim dos Santos teve desde sempre uma excelente relação com os músicos da banda, aliás referindo-se a estes como grandes músicos com quem gostava de trabalhar. Este relacionamento entre a banda Cabeceirense e Dr. Joaquim Santos era de tal modo próximo que a banda lhe prestou uma Homenagem num Concerto a 13 de Abril de 2007, no Mosteiro de S. Miguel de Refojos.”

Tânia Baptista, aluna do 1º ano da Licenciatura em Música.

 

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