segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Torre della Scimmia | Clarinete Solo | Estórias…

Torre della Scimmia - em cima, do lado direito encontra-se a imagem de N. Senhora.

Na semana passada esteve em evidência a obra “Torre della Scimmia” para clarinete solo, dedicada ao clarinetista Vítor de Matos. Quando houver possibilidade, uma gravação será disponibilizada neste site mas entretanto fica aqui uma explicação do nome da obra… Ouvida por mim algumas vezes na Casa da Casinha e mesmo em frente à torre…da boca do Dr. Joaquim dos Santos. Aqui fica…

Torre della Scimmia (torre da macaca) é um edifício medieval que se encontra no centro histórico de Roma, junto à Igreja de Santo António dos Portugueses, na via dei Portoghesi.

Segundo o conto popular romano consta que nessa torre vivia uma família abastada que tinha uma filha pequenina e um animal de estimação muito particular…uma macaca.

Um dia, a mãe saiu de casa (da torre que ainda hoje é habitável) para fazer as suas compras, deixando em casa a pequena filha com a macaca, que era um animal amigável. Quando voltava dos seus afazeres viu que no alto da torre estava a macaca com a sua criança ao colo... Invadida pelo tremendo medo de ver a macaca deixar cair a menina do alto da torre, ali mesmo, promete e reza à Mãe de Deus – se conseguir que a sua filha fique a salvo erguerá uma estátua em sua honra e acenderá, para todo o sempre, uma vela em louvor pela ajuda agora pedida. Assim aconteceu, a macaca não deixou cair a menina, ficando esta a salvo e, em louvor deste acontecimento, foi erguida a estátua onde, todos os dias e noites, uma luz acesa ficou.

A promessa ainda hoje é respeitada e todos os dias e noites há uma luz junto à estatua de Nossa Senhora no cimo da torre que ficou com o nome do animal doméstico…macaca “Scimmia”.

Torre della Scimmia - com a luz da antiga promessa ainda acesa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Música Litúrgica em Concerto

Hoje, o Coro Capela das Almas apresenta-se em concerto na Vila de Mondim de Basto, Capela do Senhor (no centro da Vila, junto da Santa Casa da Misericórdia) pelas 21h30.

O repertório compreende a música litúrgica/sacra do século XX português com especial incidência na obra do Pe. Joaquim dos Santos.

Constam do programa as seguintes obras:

  • Eu vim para que tenham vida – Fernandes da Silva
  • Eu vi a cidade santa – Ferreira dos Santos
  • Somos testemunhas – Joaquim dos Santos
  • Confesso o meu pecado – Joaquim dos Santos
  • Parce Domine – Joaquim dos Santos
  • Banquete Sagrado – Fernandes da Silva
  • Senhor Jesus Cristo – Joaquim dos Santos
  • Nasceu o sol da Páscoa – Joaquim dos Santos
  • Salve, Mãe Imaculada – Pop. alemão/Nuno Costa
  • Ave Maria – Mário Sousa Santos
  • Senhora, nós vos louvamos – Manuel Faria
  • Hino Jubilar da Diocese de Vila Real – Joaquim dos Santos
  • Encore: Acorda, acorda pecador – Joaquim dos Santos, recolha e harmonia da canção popular

Todas as peças são para coro a 3 ou 4 vozes mistas com ou sem órgão…

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Recital no Instituto Franco-Português

Vítor Matos

Foi ontem às 19h. Vítor Hugo Matos e Ângelo Martingo apresentaram-se em Lisboa com um programa bem variado e, nas palavras do locutor da Antena 2, “nada habitual nas salas de concerto”…isto por causa da música contemporânea… Não há problema porque, pela resposta do público, pareceu-me que a parte nada habitual constituiu um sucesso.

Estão de parabéns o clarinetista Vítor Hugo Matos e o pianista Ângelo Martingo.

Incontornavelmente, aquele momento em que se anuncia a obra Torre della Scimmia, commento musicale da un racconto romano do Ângelo MartingoMaestro Padre Joaquim dos Santos foi de sensações muito fortes que não têm qualquer descrição. Logo de seguida é executada a obra e, igualmente, faltam as palavras para tudo o que envolveu tais momentos.

A execução de altíssima qualidade mostrou-nos uma obra coesa, de maturidade, de uma força simultaneamente lírica e delicada, agreste e instável. Os contrastes dinâmicos entre o mais piano de todos até ao fortíssimo descrevem muito bem as aflições e alegrias que se vivem no conto romano…

Em conversa com um amigo fica algo:

“É o topo da carreira quanto à divulgação e qualidade de execução”…

Instituto Franco Português, site

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Exposição Biográfica | Casa da Cultura de Cabeceiras de Basto

Casa da Cultura, Cabeceiras de BastoA partir de hoje e até ao dia 16 de Outubro, não perca a Exposição sobre a vida e obra do Dr. Joaquim dos Santos. Uma Exposição que aborda, de forma sucinta mas clara, várias passagens da vida e obra do nosso Maestro.

O espaço que acolhe esta iniciativa da Universidade do Minho, em conjunto com o Município de Cabeceiras de Basto e a empresa municipal Emunibasto, enaltece de forma particular o trabalho exposto. Apenas uma visita poderá justificar tais palavras. Uma exposição em total harmonia com o espaço que a acolhe.

Deixo aqui algumas fotos que poderão dar ideia da beleza deste trabalho realizado por alguns alunos da Licenciatura em Música da Universidade do Minho mas apenas uma visita, com a leitura do respectivo guia e dos textos que acompanham cada vitrina, pode elucidar e mostrar a real dimensão de uma grande Exposição…não fisicamente mas em conteúdo.

Que todos os cabeceirenses aproveitem esta oportunidade única de visitar um dos homens mais ilustres da sua terra mas também um homem gigante da Música Sacra em Portugal…muito particular na sua forma de expressão artística. Vamos ver…

Cabeceiras de Basto, site

Universidade do Minho, site

 

EMUNIBASTO

 

 

Agradecimento à Sra. D. Maria Gonçalves dos Santos; a Nuno Costa; à Banda Cabeceirense; ao Instituto Português de Santo António em Roma.

A todos que se empenharam afincadamente para que esta Exposição estivesse pronta a horas!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Exposição Biográfica em Cabeceiras de Basto

Exposição Joaquim dos SantosAmanhã, dia 16 de Setembro é inaugurada uma nova Exposição Biográfica sobre o Compositor e Maestro, Padre Dr. Joaquim Gonçalves dos Santos.

Na Casa da Cultura, na principal praça de Cabeceiras de Basto, está patente até ao dia 16 de Outubro mais esta Exposição onde poderá visitar um pouco da vida e obra deste insigne compositor.

A organização está a cargo da Universidade do Minho que, anteriormente, promoveu em Braga esta actividade.

Espera-se que o público de Cabeceiras de Basto possa tomar parte nesta iniciativa e visite a vida e obra do Dr. Santos, agora tão perto da atarefada rotina das pessoas que passam à porta da Casa da Cultura…

Dado este novo facto de mais uma vez a Exposição Biográfica Joaquim dos Santos estar aberta ao público retarda-se a publicação da Exposição digital aqui do blog.

Ver um pouco da Exposição (hiperligação)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Recital no Instituto Franco-Português | Transmissão directa na Antena 2

Antena 2 RECITAL DE CLARINETE E PIANO
16 SET Instituto Franco-Português 19h

Vítor Hugo Matos clarinete
Ângelo Martingo piano


J. Brahms Sonata Nº2 em mi bemol maior, Op.120
C. Debussy Première Rhapsodie
O. Messiaen Abîme des Oiseaux, para clarinete solo
L. Berio Cinque Variazioni
Joaquim dos Santos
Torre della Scimmia, para clarinete solo
B. Kovács Sholem-alekhem, rov Feidman

Entrada livre Co-Produção: Antena 2 / IFP
Concerto com transmissão directa na Antena 2 às 19h de Quarta-Feira.

Vítor Matos, clarinete Ângelo Martingo, piano

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Centro Escolar de Cabeceiras de Basto | Pe. Dr. Joaquim dos Santos (2)

Como já havia sido feita referência neste blog, o novo centro escolar de Cabeceiras de Basto terá o nome do Maestro Joaquim dos Santos. Assim ficou deliberado na reunião de executivo do dia 9 de Julho. Ver artigo completo

O vídeo que se segue faz parte das campanhas eleitorais do Partido Socialista que governa em Cabeceiras de Basto e o País. Pois bem, da parte deste blog apenas interessa a referência que é feita ao nome do novo centro escolar de Cabeceiras de Basto. Aqui fica um novo artigo referente ao centro escolar Pe. Dr Joaquim Santos…

57 segundos chegam à informação que se pretende aqui divulgar. Todo o resto…é outra política.

Ouçam a música do Pe. dr. Joaquim dos Santos aqui.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Celebrações litúrgicas em memória do Pe. Joaquim dos Santos (2)

A disponibilidade não permitiu tratar deste artigo mais cedo, porém aqui está…

Como devem saber, durante os meses de Junho e Julho, a paróquia de São Miguel de Refojos (Cabeceiras de Basto) acolheu, em três Missas, três diferentes Coros que sustentaram a mesma com cânticos da autoria do Pe. Joaquim dos Santos, em forma de homenagem na passagem do primeiro aniversário da sua morte.

Todas as celebrações tiveram um registo áudio da autoria do Professor Paulo de Almeida. Divulga-se, agora, um pouco deste documento, escrito por gentes que dedicam o seu tempo livre ao canto coral.

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O primeiro Grupo a tomar parte nas celebrações no dia 14 de Junho, Domingo foi o Grupo Coral de Antíme sob direcção de Aníbal Marinho. Às 11h no Mosteiro de São Miguel de Refojos. Reproduz-se, aqui, o cântico de entrada Aclamai o Senhor.

O segundo Grupo a participar e a sustentar uma celebração em memória do Maestro Joaquim dos Santos foi o Grupo Coral de Joane sob direcção de José Carlos Azevedo – dia 28 de Junho, Domingo à mesma hora. Reproduz-se o Acto Penitencial – KYRIE.

Por fim, já fora do mês de Junho mas em comunhão com todas as actividade litúrgicas, o Coral de Chaves sob direcção de Nuno Costa no dia 11 de Julho, Sábado às 18h animou a celebração eucarística em memória do Padre Joaquim dos Santos. É reproduzido o Salmo Responsorial – Lembrai-vos, Senhor.

Na noite do dia 11 de Julho teve lugar o concerto de homenagem que já mereceu vários artigos neste blog e onde é possível ouvir alguns dos momentos do concerto protagonizado pelo Coral de Chaves, Grupo Capela das Almas (Cerva), Cláudio Moreira e Tiago Ferreira sob a direcção de Nuno Costa.

para ouvir peças do Concerto_11_07_2009 (hiperligação)

sábado, 5 de setembro de 2009

Cantata Santo António dos Portugueses

(…) Após a estreia de A Noiva do Marão na Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma, num ambiente perfumado ainda pelas harmonias e aplausos, um grupo de amigos permanece em agradável conversa quando, inesperadamente, alguém diz: «D. Joaquim, faça um texto sobre Santo António e o meu irmão faz a música». Da sugestão de minha irmã nasce a vida do Santo em verso e desta a música escrita nestas páginas.
Joaquim dos Santos e irmã no dia de estreia da Cantata_08.06.2002
Para barítono solista, coro e orquestra, esta cantata (2001) tem um dos corais, na minha opinião, mais majestosos de todos que eu vou conhecendo neste género de música.
A orquestra serve o texto: apresenta-o, acompanha-o, faz os seus comentários, exalta-o em aplausos, aqui e além de sonoridades imponentes e majestosas.
Servindo o texto, esta Cantata apresenta, na minha perspectiva, passagens com um teor de música quase militar, quero com isto dizer, a música vai ao encontro daquele que supostamente seria o futuro do jovem Fernando, filho de um militar… Gradualmente, este teor “militar” desfaz-se e assistimos ao caminho do nobre e sábio que tem o mundo à sua frente, o lirismo do jovem sonhador que, repentinamente, é tocado pela mensagem dos mártires que chegam de Marrocos. Este é o mote para que o jovem, audaz como um guerreiro, deixe o seu nome e se faça António, pobre e andarilheiro. Com um texto fundamentalmente descritivo assim decorre a Cantata em honra de Santo António dos Portugueses…
Deixo excertos da mesma… Dado ao facto de todos os intérpretes serem de várias nacionalidades, e nenhum português, faz com que o texto seja de percepção dificílima!
Quanto à interpretação, não é, porventura, a que eu mais aprecio, pois a percussão e metais tocam bastantes vezes demasiado forte e os constantes marcatos das cordas e do solista não fazem o meu género de gosto mas a beleza de tal coral é igualmente perceptível… bem como os contrates de escrita musical muito bem interligados entre si.
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Texto de D. Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real.
“Em frente à Sé nasceu, na capital,\ E viu no Tejo os barcos a descer.\ É filho de Martinho, um militar,\ Talvez guerreiro um dia venha a ser.
(…)
- Aonde vais, Fernando, aonde vais? (…) – Aonde vais, António, aonde vais?
(…)
MAS É AQUI, EM ROMA, NA CIDADE,\ QUE O SANTO VÊ CUMPRIDO O SEU DESEJO:\ AO PÉ DO PÁPA SENTE A HUMANIDADE,\ E AO PÉ DO TIBRE SONHA COM O TEJO.
(…)
TEM QUATRO OGIVAS ESTA IGREJA LUSA\ E AS QUATRO UNIDAS FORMAM O SEU MISTÉRIO:\ UM ARCO É O DO MARTÍRIO E DA AVENTURA,\ UM OUTRO É O DO SABER E SANTIDADE\ HÁ O ARCO DA MISSÃO EM TODA A TERRA\ E UM ARCO HUMEDECIDO É O DA SAUDADE.”
O conteúdo do texto é maior, aqui apenas é reproduzido o que está cantado no excerto da Cantata de Santo António dos Portugueses.
Edição discográfica do IPSAR. Gravado ao vivo no dia 8 de Junho de 2002. Orchestra Nova Amadeus, coro SAPOR, Ettore Nova (barítono) e Anne Randine Overby (direcção).
Igreja de Santo António dos Portugueses

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bracara Augusta |Revista

Separata da Revista Bracara Augusta_1984
Em 1984 foi publicado um artigo do Maestro Joaquim dos Santos na Separata da Revista BRACARA AUGUSTA. Um artigo sucinto que contém notas breves sobre história e compositores do século XVI com respectivas referencias musicais.
A musicalidade de Joaquim dos Santos é igualmente visível na escrita…
Desde os mimos e histriões – com sua origem no teatro romano de onde se irradiaram para todo o Império – divertindo o povo e agradando aos reis com seus ditos e habilidades, aos trovadores e jograis – de classe nobre e mesmo real, ou plebeia – vai nascendo um fiozinho de água que através dos séculos, desde a alta à baixa Idade Média, se vai transformando num crescente caudal a desaguar no magnífico estuário do Renascimento.
Não é fácil decifrar-se, no que à música diz respeito, onde começa e onde termina a Idade Média.
De qualquer modo esta não pode ser considerada uma idade de trevas.
O escrito continua com referencias, interessantes, a compositores, portugueses e estrangeiros, bem como a notas históricas sobre a situação musical portuguesa deste período.